Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil começa a valer nos salários pagos em fevereiro
A nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física entrou em vigor em janeiro de 2026 e passou a ser aplicada nos salários pagos a partir de fevereiro.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já começou a ser sentida no bolso de milhões de brasileiros. A mudança faz parte da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e passou a ser aplicada nos salários pagos a partir de fevereiro, referentes ao mês de janeiro. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida deve beneficiar cerca de 16 milhões de trabalhadores em todo o país.
A nova regra representa um avanço na política de justiça tributária ao eliminar o desconto do imposto para faixas de renda mais baixas e reduzir gradualmente a cobrança para quem ganha um pouco mais. A expectativa do governo é ampliar o poder de compra das famílias, estimular o consumo e corrigir distorções históricas da tabela do Imposto de Renda, que ficou anos sem atualização real.
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Com a atualização da tabela do IRPF, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil brutos por mês passam a ter imposto de renda zero na folha de pagamento. Já aqueles com renda mensal entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão uma redução gradual do valor descontado, por meio de um redutor automático aplicado na fonte.
A regra vale para salários pagos em todo o território nacional e se aplica a diferentes categorias de contribuintes, incluindo trabalhadores do setor privado, servidores públicos e aposentados. O desconto é feito diretamente no contracheque, sem necessidade de solicitação por parte do trabalhador.
Quem tem direito à isenção e aos descontos
A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil abrange:
- trabalhadores com carteira assinada;
- servidores públicos;
- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.
Além disso, a regra também se aplica ao 13º salário, desde que a soma dos rendimentos mensais não ultrapasse o limite de isenção. Para rendas superiores a R$ 7.350, permanece válida a tabela progressiva tradicional do Imposto de Renda, com alíquotas que chegam a 27,5%.
Impacto direto no contracheque dos trabalhadores
Na prática, a mudança significa que valores antes retidos pelo Fisco agora permanecem com o trabalhador. Para quem ganha menos, esse alívio no orçamento pode ser usado para despesas básicas, pagamento de contas, formação de reserva financeira ou consumo.
Especialistas destacam que o efeito é imediato, já que os sistemas de folha de pagamento foram atualizados para aplicar automaticamente a nova tabela. Ainda assim, a recomendação é que o trabalhador acompanhe o contracheque para conferir se a isenção ou o desconto reduzido foi corretamente aplicado.
Falta de informação ainda gera dúvidas
Apesar do impacto positivo, muitos trabalhadores ainda desconhecem a nova tabela do Imposto de Renda. Em diversos setores, empregados relataram surpresa ao saber que não terão mais o imposto descontado do salário.
Contadores avaliam que a comunicação poderia ser mais clara por parte das empresas. A orientação é que empregadores expliquem aos funcionários que a mudança não representa aumento salarial, mas sim redução de imposto, evitando dúvidas e desconfiança.
Como funciona o desconto automático na folha
De acordo com especialistas da área contábil, quem possui vínculo formal de trabalho não precisa tomar nenhuma providência. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e os descontos graduais para faixas intermediárias são calculados automaticamente pelos sistemas das empresas, com base na nova legislação.
O cálculo leva em consideração o desconto simplificado e um redutor adicional, garantindo que o benefício seja aplicado corretamente ainda na retenção na fonte.
Como o governo vai compensar a perda de arrecadação
A renúncia fiscal com a ampliação da isenção é estimada em R$ 25,4 bilhões. Para compensar essa perda, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que atinge contribuintes de alta renda.
Esse novo imposto considera salários elevados, lucros e dividendos, além de rendimentos financeiros tributáveis. A estimativa é que cerca de 141 mil contribuintes sejam afetados pela nova cobrança.
Nova tributação para quem está no topo da renda
Desde janeiro, passaram a valer novas regras para rendas mais altas:
- renda mensal acima de R$ 50 mil (ou R$ 600 mil por ano): alíquota progressiva de até 10%;
- renda anual acima de R$ 1,2 milhão: alíquota mínima efetiva de 10%.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida equilibra o sistema tributário ao aumentar a contribuição de quem ganha mais e aliviar a carga sobre trabalhadores de baixa renda.
Quando a mudança aparece na declaração do IR
A nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física entrou em vigor em janeiro de 2026 e passou a ser aplicada nos salários pagos a partir de fevereiro.
As principais deduções permanecem inalteradas, como gastos com dependentes, educação e o desconto simplificado anual.
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