Nesta quarta-feira (26), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o mais recente Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, conhecido como IPCA-15. Esse índice é considerado uma prévia da inflação oficial do país e registrou um aumento de 0,51% no mês de maio.

O principal responsável por essa elevação foi o aumento significativo de 1,49% nos gastos com saúde e cuidados pessoais. Esse setor teve um impacto expressivo no IPCA-15, impulsionando o índice para cima.

Em comparação ao mês anterior, houve uma desaceleração no IPCA-15. Em abril, o índice havia apresentado um aumento de 0,57%, impulsionado principalmente pelos preços dos combustíveis, e acumulado uma alta de 4,16% ao longo de um ano.

Com os resultados recentes, o IPCA-15 acumula agora um aumento de 4,07% nos últimos 12 meses. Essa variação reflete a inflação geral experimentada pelos consumidores ao longo desse período.

No acumulado do ano, o IPCA-15 registrou uma variação de 3,12%, o que coloca a prévia da inflação abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central do Brasil (BC) para 2023, 3,25%, com uma margem de variação entre 1,75% e 4,75%.

Sete dos nove grupos pesquisados apresentaram alta nos preços

Segundo dados divulgados pelo IBGE, a pesquisa revelou que, no mês de maio, sete dos nove grupos de produtos e serviços analisados registraram aumento. Os destaques ficaram por conta dos setores de saúde e cuidados pessoais, bem como alimentação.

Veja o desempenho de cada grupo:

  • Alimentação e bebidas: +0,94%
  • Habitação: +0,43%
  • Artigos de residência: -0,28%
  • Vestuário: +0,35%
  • Transportes: -0,04%
  • Saúde e cuidados pessoais: +1,49%
  • Despesas pessoais: +0,40%
  • Educação: +0,07%
  • Comunicação: +0,02%

Gastos com saúde elevaram o IPCA-15 em maio

No IPCA-15 de maio, o grupo de saúde e cuidados pessoais exerceu uma grande influência, apresentando um significativo aumento de 2,68% nos preços dos produtos farmacêuticos.

De acordo com informações do IBGE, esse aumento é principalmente atribuído ao reajuste autorizado em 31 de março, que resultou em um aumento de até 5,60% nos preços dos medicamentos, impactando os índices a partir de abril.

Além disso, os itens de higiene pessoal também registraram uma variação positiva no mês passado, com uma elevação de 1,38% em relação a abril, quando apresentaram um aumento de 0,35%.

Dentre os produtos de higiene pessoal, os perfumes foram os que mais tiveram um aumento significativo nos preços, com um incremento de 2,21% no mês de maio, conforme destacado pelo IBGE.

Gasolina, diesel e passagens aéreas seguem o caminho contrário

Por outro lado, o grupo de transportes apresentou queda em maio, destacando-se especialmente os preços dos combustíveis derivados do petróleo, contribuindo para desacelerar o IPCA-15.

Veja a variação dos combustíveis:

  • Gasolina: queda de 0,21%;
  • Óleo diesel: queda de 2,76%;
  • Gás veicular: queda de 0,44%;
  • Por outro lado, o etanol registrou um aumento de 3,62%.

No entanto, a redução mais significativa veio das passagens aéreas, com uma queda de 17,26% nos preços.

Veja também:
Arcabouço fiscal: projeto de lei é aprovado com 372 votos favoráveis

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.