IPCA-15 desacelera para 0,06% em julho e fica abaixo das expectativas do mercado

A prévia da inflação oficial subiu 0,06% em julho, abaixo das expectativas do mercado, com queda dos alimentos compensando a alta da energia elétrica.

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Última atualização:  28 de jul, 2026 às 12:34
Carrinho de supermercado com uma seta verde apontando para cima, simbolizando o aumento de confiança do consumidor. Imagem: Envato Elements.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, subiu 0,06% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28).

O resultado representa uma desaceleração em relação aos 0,41% registrados em junho e ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,20%, segundo levantamento da Reuters. Com isso, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% nos últimos 12 meses.

Energia elétrica puxou a inflação de julho

O grupo Habitação registrou a maior alta entre os nove grupos pesquisados, avançando 0,97% e exercendo o maior impacto sobre o índice.

O principal responsável foi o aumento de 3,03% na energia elétrica residencial, influenciado pela manutenção da bandeira tarifária amarela e por reajustes nas tarifas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. Os reajustes nas tarifas de água e esgoto também contribuíram para o avanço do grupo.

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Alimentação registra queda e ajuda a conter a inflação

Depois de pressionar o índice no mês anterior, o grupo Alimentação e bebidas caiu 0,66% em julho, ajudando a reduzir a inflação.

A alimentação no domicílio recuou 1,14%, impulsionada principalmente pela queda nos preços de:

  • Tomate (-19,95%);
  • Batata-inglesa (-10,03%);
  • Café moído (-3,13%).

Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros, como:

  • Cebola (+7,10%);
  • Pão francês (+0,65%).

Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,40% para 0,55%, refletindo principalmente o aumento dos preços das refeições.

Passagens aéreas sobem

O grupo Transportes passou de queda de 0,03% em junho para alta de 0,11% em julho, impulsionado pelo aumento de 11,70% nas passagens aéreas.

Em contrapartida, os combustíveis registraram queda média de 0,90%, com recuos em todos os principais itens:

  • Etanol: -2,50%
  • Gasolina: -0,68%
  • Óleo diesel: -1,32%
  • Gás veicular: -0,97%

Os combustíveis haviam acumulado fortes altas ao longo do primeiro semestre em meio às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afetaram o mercado internacional de petróleo.

Saúde também pressiona o índice

O grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,28%, influenciado pela alta de 0,51% nos produtos de higiene pessoal, com destaque para os perfumes, que subiram 1,74%.

Os planos de saúde também contribuíram para o resultado, refletindo a incorporação dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Prévia por região

Entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, o Rio de Janeiro apresentou a maior variação do IPCA-15 em julho, com alta de 0,44%, impulsionada pelos aumentos das passagens aéreas e da energia elétrica.

Já Belém registrou a menor variação, com queda de 0,22%, influenciada principalmente pela redução dos preços do açaí e da gasolina.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.