Haddad deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro, confirma ministro
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que deixará o comando da pasta em fevereiro, após acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Foto: Reuters / Adriano Machado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro, após acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita nesta quinta-feira (29), durante entrevista ao portal Metrópoles, e reforça que a transição no comando da principal pasta econômica do governo federal já está em curso, embora a data exata da saída ainda não tenha sido definida.
A afirmação de que Haddad deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro encerra semanas de especulações sobre o futuro do ministro e abre caminho para a escolha de um novo titular da pasta em um momento considerado estratégico para a política econômica do país.
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Segundo Haddad, a decisão de deixar o Ministério da Fazenda foi previamente discutida e acordada com o presidente Lula. O ministro destacou que não anunciará uma data específica antes de uma definição formal com o chefe do Executivo, reforçando que a condução do processo cabe exclusivamente ao presidente da República.
“Eu não posso dar uma data sem combinar com o presidente, mas ele está informado que eu devo sair em fevereiro, com certeza”, afirmou Haddad. De acordo com ele, a formalização do desligamento seguirá o rito institucional, respeitando o papel do Palácio do Planalto na comunicação de mudanças ministeriais.
A saída ocorrerá em Brasília, sede do Ministério da Fazenda, e deve ser acompanhada por um período de transição para garantir a continuidade das políticas econômicas em andamento.
Anúncio do novo ministro da Fazenda será feito por Lula
Durante a entrevista, Haddad deixou claro que não cabe a ele indicar oficialmente quem assumirá o Ministério da Fazenda após sua saída. Conforme explicou, a escolha e o anúncio do sucessor são atribuições exclusivas do presidente Lula.
Essa postura reforça o caráter institucional da transição e evita antecipações que possam gerar instabilidade política ou econômica. O governo tem adotado cautela ao tratar do tema, especialmente diante da importância da Fazenda para o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a relação com o mercado.
Dario Durigan é cotado para assumir o Ministério da Fazenda
Apesar de não anunciar oficialmente um sucessor, Haddad voltou a defender publicamente o nome de Dario Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda, como um quadro qualificado para assumir o ministério. Durigan é apontado nos bastidores como o principal cotado para o cargo.
A eventual nomeação de Durigan é vista como uma escolha de continuidade, uma vez que ele participa diretamente das decisões centrais da pasta e acompanha de perto a execução das principais medidas econômicas do governo.
Experiência técnica e alinhamento político pesam a favor de Durigan
Ao comentar sobre o possível sucessor, Haddad destacou a trajetória de Durigan tanto no setor público quanto no privado. Segundo o ministro, o secretário-executivo já atuou na Casa Civil, na Prefeitura de São Paulo durante sua gestão como prefeito e no próprio Ministério da Fazenda.
Além disso, Haddad ressaltou que Durigan possui alinhamento com governos progressistas e traz experiência do mercado privado, especialmente em setores relevantes da economia global. Esse perfil, segundo o ministro, contribui para o diálogo com diferentes áreas e para a formulação de políticas econômicas equilibradas.
Contexto e impacto da saída de Haddad da Fazenda
A confirmação de que Haddad deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro ocorre em um momento sensível para o governo federal, que discute ajustes fiscais, crescimento econômico e políticas de desenvolvimento. A transição no comando da pasta é acompanhada de perto por agentes do mercado, investidores e pelo Congresso Nacional.
A expectativa é que a troca no ministério não provoque rupturas na condução da política econômica, sobretudo se for mantida a linha atual. A escolha do sucessor será determinante para sinalizar continuidade ou mudanças na estratégia adotada pelo governo.
O que vem a seguir
Com a saída de Haddad confirmada para fevereiro, o governo deve intensificar as articulações internas para definir o novo ministro da Fazenda. Até lá, Haddad segue no comando da pasta, conduzindo as agendas prioritárias e preparando o terreno para a transição.
A definição oficial do sucessor deve ocorrer nos próximos dias, conforme o presidente Lula avalia os nomes e o cenário político e econômico.
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