Governador interino do RJ apresenta nova tese para ficar mais tempo e mira corte de R$ 5 bilhões

Governador interino do RJ, Ricardo Couto, apresenta nova tese para ampliar a permanência no cargo e planeja cortar mais de R$ 5 bilhões.

imagem do autor
Última atualização:  10 de jul, 2026 às 09:44
Governador interino Ricardo Couto durante pronunciamento sobre nova tese e corte de R$ 5 bilhões no RJ. Foto: Camilla Alcântara

O governador interino do RJ, desembargador Ricardo Couto, voltou ao centro do debate político. Ele apresentou uma nova tese jurídica para ampliar a sua permanência no comando do estado. Além disso, anunciou um plano para cortar mais de R$ 5 bilhões em gastos. Portanto, a gestão de transição no Rio de Janeiro ganha um novo e importante capítulo.

A nova tese do governador interino do RJ

Couto mudou a leitura sobre a linha de sucessão. Com isso, ele passou a defender que pode ficar mais tempo no cargo. Segundo estimativas, o desembargador calcula ter cerca de mais 60 dias à frente do governo.

No entanto, a palavra final ainda cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin já havia mantido Couto no posto até o plenário definir o modelo da eleição de transição. Dessa forma, a permanência dele depende diretamente da Corte.

O corte de R$ 5 bilhões

A marca da gestão é a austeridade. O governador interino do RJ prometeu enxugar a máquina e reforçar o controle de gastos. Veja os principais pontos do plano:

  • Corte de mais de R$ 5 bilhões em despesas;
  • Exoneração de mais de 4 mil cargos comissionados desde março;
  • Uma operação “caça-fantasmas” contra servidores irregulares.

Além disso, Couto renegociou a dívida do estado com o governo federal. Na prática, a parcela mensal caiu de R$ 480 milhões para R$ 120 milhões. Segundo o governo, a expectativa é reduzir cerca de R$ 40 bilhões da dívida ao longo do acordo. Não por acaso, o esforço se soma à reestruturação administrativa que já mirava economia no Rio.

Como o Rio chegou a um governador interino

A crise de sucessão começou no fim de 2025. Primeiro, o então governador Cláudio Castro renunciou em meio a acusações que o tornaram inelegível. Em seguida, o vice, Thiago Pampolha, também deixou o cargo.

Para completar, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, se afastou sob suspeita de ligação com uma facção criminosa. Assim, a Constituição estadual levou o presidente do Tribunal de Justiça ao Palácio Guanabara, como mostrou a definição pela eleição indireta após a saída de Castro.

A disputa sobre a eleição tampão

O principal impasse é sobre como escolher o próximo governador. De um lado, há quem defenda uma eleição direta. De outro, a maioria aponta para uma votação indireta, feita pela Assembleia Legislativa.

Contudo, a decisão ainda está travada no STF. Vale lembrar que o ministro Flávio Dino já havia devolvido o processo ao plenário, como mostrou a retomada do julgamento sobre a eleição tampão. Enquanto isso, uma juíza suspendeu uma comissão da Alerj criada para fiscalizar o governo interino.

Governador interino do RJ: o que esperar agora

Por enquanto, Couto reforça que não pretende disputar cargos. Ou seja, ele afirma não buscar reeleição nem mandato futuro. Enquanto isso, sua aprovação chegou a 52,9%, segundo pesquisa recente.

Por fim, o futuro do governador interino do RJ depende do calendário do STF. Dessa forma, a definição sobre a eleição de transição deve marcar os próximos passos da política fluminense em pleno ano eleitoral.

Leticia Carvalho

Formada em Sistemas de Informação, com pós-graduação em Gestão de Marketing pela Anhembi Morumbi, é autora do portal com atuação focada em economia, negócios e tecnologia. Possui mais de 15 anos de experiência em administração e empreendedorismo, aliando análise de dados à produção de conteúdo jornalístico. Já teve passagem profissional por grandes portais de conteúdo do Brasil, onde desenvolveu trabalhos voltados à informação financeira, tendências de mercado e transformação digital.