Governador interino do RJ apresenta nova tese para ficar mais tempo e mira corte de R$ 5 bilhões
Governador interino do RJ, Ricardo Couto, apresenta nova tese para ampliar a permanência no cargo e planeja cortar mais de R$ 5 bilhões.
Foto: Camilla Alcântara
O governador interino do RJ, desembargador Ricardo Couto, voltou ao centro do debate político. Ele apresentou uma nova tese jurídica para ampliar a sua permanência no comando do estado. Além disso, anunciou um plano para cortar mais de R$ 5 bilhões em gastos. Portanto, a gestão de transição no Rio de Janeiro ganha um novo e importante capítulo.
A nova tese do governador interino do RJ
Couto mudou a leitura sobre a linha de sucessão. Com isso, ele passou a defender que pode ficar mais tempo no cargo. Segundo estimativas, o desembargador calcula ter cerca de mais 60 dias à frente do governo.
No entanto, a palavra final ainda cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin já havia mantido Couto no posto até o plenário definir o modelo da eleição de transição. Dessa forma, a permanência dele depende diretamente da Corte.
O corte de R$ 5 bilhões
A marca da gestão é a austeridade. O governador interino do RJ prometeu enxugar a máquina e reforçar o controle de gastos. Veja os principais pontos do plano:
- Corte de mais de R$ 5 bilhões em despesas;
- Exoneração de mais de 4 mil cargos comissionados desde março;
- Uma operação “caça-fantasmas” contra servidores irregulares.
Além disso, Couto renegociou a dívida do estado com o governo federal. Na prática, a parcela mensal caiu de R$ 480 milhões para R$ 120 milhões. Segundo o governo, a expectativa é reduzir cerca de R$ 40 bilhões da dívida ao longo do acordo. Não por acaso, o esforço se soma à reestruturação administrativa que já mirava economia no Rio.
Como o Rio chegou a um governador interino
A crise de sucessão começou no fim de 2025. Primeiro, o então governador Cláudio Castro renunciou em meio a acusações que o tornaram inelegível. Em seguida, o vice, Thiago Pampolha, também deixou o cargo.
Para completar, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, se afastou sob suspeita de ligação com uma facção criminosa. Assim, a Constituição estadual levou o presidente do Tribunal de Justiça ao Palácio Guanabara, como mostrou a definição pela eleição indireta após a saída de Castro.
A disputa sobre a eleição tampão
O principal impasse é sobre como escolher o próximo governador. De um lado, há quem defenda uma eleição direta. De outro, a maioria aponta para uma votação indireta, feita pela Assembleia Legislativa.
Contudo, a decisão ainda está travada no STF. Vale lembrar que o ministro Flávio Dino já havia devolvido o processo ao plenário, como mostrou a retomada do julgamento sobre a eleição tampão. Enquanto isso, uma juíza suspendeu uma comissão da Alerj criada para fiscalizar o governo interino.
Governador interino do RJ: o que esperar agora
Por enquanto, Couto reforça que não pretende disputar cargos. Ou seja, ele afirma não buscar reeleição nem mandato futuro. Enquanto isso, sua aprovação chegou a 52,9%, segundo pesquisa recente.
Por fim, o futuro do governador interino do RJ depende do calendário do STF. Dessa forma, a definição sobre a eleição de transição deve marcar os próximos passos da política fluminense em pleno ano eleitoral.