Golpes no Carnaval: veja como se proteger de fraude na maquininha, Pix e aproximação

Durante o Carnaval, aumentam os golpes financeiros envolvendo maquininhas, Pix e pagamentos por aproximação.

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14 de fev, 2026 às 15:00
Close-up das mãos de uma pessoa segurando uma máquina de cartão de crédito preta. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Os golpes no Carnaval voltam a preocupar consumidores e autoridades de defesa do consumidor em todo o país. Com o aumento das festas de rua, blocos e grandes concentrações de pessoas durante o período carnavalesco, crescem também os registros de fraude na maquininha, golpes envolvendo Pix e cobranças indevidas por aproximação. O alerta vale especialmente para quem participa das celebrações nas capitais e grandes centros urbanos, onde o volume de transações financeiras dispara nesta época do ano.

De acordo com o Reclame Aqui, parte significativa das reclamações registradas durante o Carnaval envolve pagamentos feitos sem a devida conferência do valor ou transferências realizadas sob pressão. Já o Procon reforça que a combinação de distração, pressa e consumo em ambientes lotados favorece a ação de golpistas.

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Fraude na maquininha lidera registros de golpes no Carnaval

Entre os golpes no Carnaval, a fraude na maquininha está entre os mais comuns. O golpe acontece quando o vendedor apresenta um equipamento com visor danificado ou escurecido e informa verbalmente um valor inferior ao que foi digitado.

Sem conseguir visualizar a quantia correta, o consumidor digita a senha e só percebe o prejuízo depois.

Como evitar:

  • Conferir o valor na tela antes de inserir a senha;
  • Recusar maquininhas com visor quebrado;
  • Solicitar comprovante impresso ou digital;
  • Ativar notificações bancárias em tempo real.

Pequenas medidas reduzem significativamente o risco desse tipo de golpe no Carnaval.

Golpes no Carnaval também envolvem Pix e QR Code adulterado

O Pix, por ser instantâneo, também virou alvo frequente durante a folia. Entre os golpes no Carnaval mais relatados estão QR Codes adulterados e falsos vendedores ambulantes que apresentam chaves Pix incorretas.

O mecanismo é simples: a vítima acredita estar pagando por um produto ou bebida, mas transfere o valor para a conta de um golpista.

Recomendações:

  • Confirmar o nome do destinatário antes de concluir a transferência;
  • Evitar QR Codes colados sobre outros;
  • Não compartilhar códigos de verificação enviados por SMS;
  • Desconfiar de pedidos de pagamento com urgência excessiva.

Como o Pix é irreversível na maioria dos casos, agir com cautela é fundamental.

Pagamento por aproximação exige atenção redobrada

Outra prática que cresce entre os golpes no Carnaval é a tentativa de cobrança por aproximação sem o consentimento da vítima. Em ambientes lotados, criminosos podem aproximar maquininhas de cartões guardados em bolsos externos.

Embora limites de valor reduzam o prejuízo, múltiplas tentativas podem gerar perdas acumuladas.

Medidas preventivas:

  • Desativar a função de aproximação temporariamente;
  • Configurar limite baixo para transações sem senha;
  • Utilizar carteiras digitais com biometria;
  • Guardar cartões em locais internos e seguros.

Furto de celular amplia riscos financeiros

Além das fraudes diretas, os golpes no Carnaval também envolvem o roubo de celulares desbloqueados. Com acesso ao aparelho, criminosos podem tentar acessar aplicativos bancários e realizar transferências.

Especialistas orientam:

  • Ativar bloqueio automático de tela;
  • Utilizar autenticação em dois fatores;
  • Evitar acessar aplicativos financeiros em meio à multidão;
  • Manter o número do IMEI anotado para bloqueio em caso de roubo.

O que fazer se for vítima de golpes no Carnaval

Caso o consumidor perceba uma transação indevida, a recomendação é agir imediatamente:

  1. Comunicar o banco pelo aplicativo ou central telefônica;
  2. Solicitar bloqueio de cartões e contas digitais;
  3. Registrar boletim de ocorrência;
  4. Buscar orientação junto ao Procon.

O Reclame Aqui destaca que a maioria dos golpes no Carnaval poderia ser evitada com conferência de valores e atenção básica durante o pagamento.

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