Golpes no Carnaval: veja como se proteger de fraude na maquininha, Pix e aproximação
Durante o Carnaval, aumentam os golpes financeiros envolvendo maquininhas, Pix e pagamentos por aproximação.
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Os golpes no Carnaval voltam a preocupar consumidores e autoridades de defesa do consumidor em todo o país. Com o aumento das festas de rua, blocos e grandes concentrações de pessoas durante o período carnavalesco, crescem também os registros de fraude na maquininha, golpes envolvendo Pix e cobranças indevidas por aproximação. O alerta vale especialmente para quem participa das celebrações nas capitais e grandes centros urbanos, onde o volume de transações financeiras dispara nesta época do ano.
De acordo com o Reclame Aqui, parte significativa das reclamações registradas durante o Carnaval envolve pagamentos feitos sem a devida conferência do valor ou transferências realizadas sob pressão. Já o Procon reforça que a combinação de distração, pressa e consumo em ambientes lotados favorece a ação de golpistas.
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Fraude na maquininha lidera registros de golpes no Carnaval
Entre os golpes no Carnaval, a fraude na maquininha está entre os mais comuns. O golpe acontece quando o vendedor apresenta um equipamento com visor danificado ou escurecido e informa verbalmente um valor inferior ao que foi digitado.
Sem conseguir visualizar a quantia correta, o consumidor digita a senha e só percebe o prejuízo depois.
Como evitar:
- Conferir o valor na tela antes de inserir a senha;
- Recusar maquininhas com visor quebrado;
- Solicitar comprovante impresso ou digital;
- Ativar notificações bancárias em tempo real.
Pequenas medidas reduzem significativamente o risco desse tipo de golpe no Carnaval.
Golpes no Carnaval também envolvem Pix e QR Code adulterado
O Pix, por ser instantâneo, também virou alvo frequente durante a folia. Entre os golpes no Carnaval mais relatados estão QR Codes adulterados e falsos vendedores ambulantes que apresentam chaves Pix incorretas.
O mecanismo é simples: a vítima acredita estar pagando por um produto ou bebida, mas transfere o valor para a conta de um golpista.
Recomendações:
- Confirmar o nome do destinatário antes de concluir a transferência;
- Evitar QR Codes colados sobre outros;
- Não compartilhar códigos de verificação enviados por SMS;
- Desconfiar de pedidos de pagamento com urgência excessiva.
Como o Pix é irreversível na maioria dos casos, agir com cautela é fundamental.
Pagamento por aproximação exige atenção redobrada
Outra prática que cresce entre os golpes no Carnaval é a tentativa de cobrança por aproximação sem o consentimento da vítima. Em ambientes lotados, criminosos podem aproximar maquininhas de cartões guardados em bolsos externos.
Embora limites de valor reduzam o prejuízo, múltiplas tentativas podem gerar perdas acumuladas.
Medidas preventivas:
- Desativar a função de aproximação temporariamente;
- Configurar limite baixo para transações sem senha;
- Utilizar carteiras digitais com biometria;
- Guardar cartões em locais internos e seguros.
Furto de celular amplia riscos financeiros
Além das fraudes diretas, os golpes no Carnaval também envolvem o roubo de celulares desbloqueados. Com acesso ao aparelho, criminosos podem tentar acessar aplicativos bancários e realizar transferências.
Especialistas orientam:
- Ativar bloqueio automático de tela;
- Utilizar autenticação em dois fatores;
- Evitar acessar aplicativos financeiros em meio à multidão;
- Manter o número do IMEI anotado para bloqueio em caso de roubo.
O que fazer se for vítima de golpes no Carnaval
Caso o consumidor perceba uma transação indevida, a recomendação é agir imediatamente:
- Comunicar o banco pelo aplicativo ou central telefônica;
- Solicitar bloqueio de cartões e contas digitais;
- Registrar boletim de ocorrência;
- Buscar orientação junto ao Procon.
O Reclame Aqui destaca que a maioria dos golpes no Carnaval poderia ser evitada com conferência de valores e atenção básica durante o pagamento.
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