Pesquisa mostra Lula como principal nome associado ao fim da escala 6x1 entre brasileiros

Uma pesquisa do Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (1º) mostrou que o presidente Lula é o nome mais associado pelos brasileiros ao fim da escala 6x1.

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Última atualização:  01 de jun, 2026 às 08:57
Close-up do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sorrindo e acenando com a mão esquerda levantada. Ele possui cabelos e barba grisalhos, usa terno cinza, camisa branca e gravata azul com padrões geométricos. O fundo está em tons de laranja e bege, suavemente desfocado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (1º) revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o nome mais associado pelos brasileiros ao fim da escala 6×1. O levantamento, realizado pelo instituto Real Time Big Data nos dias 29 e 30 de maio, mostra que 22% dos entrevistados atribuem espontaneamente ao chefe do Executivo a mudança na jornada de trabalho. O estudo foi realizado em todo o país e indica que a disputa política pela autoria da proposta já começa a influenciar a percepção popular.

A pesquisa surge em um momento de forte debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o modelo tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso. O tema ganhou destaque nos últimos meses e passou a ser tratado como uma das principais pautas sociais do cenário político nacional.

Lula lidera percepção sobre o fim da escala 6×1

Os números mostram que Lula aparece isolado na liderança quando os brasileiros são questionados sobre quem consideram responsável pelo fim da escala 6×1. O presidente foi citado por 22% dos participantes da pesquisa.

Na sequência aparecem o Congresso Nacional, com 13% das menções, e o Partido dos Trabalhadores (PT), que recebeu 6% das respostas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi lembrado por 3% dos entrevistados, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) registrou 2%.

O resultado demonstra que, neste momento, o governo federal conseguiu estabelecer uma associação mais forte entre a medida e a figura do presidente. O tema tem sido utilizado por aliados do Palácio do Planalto como exemplo de uma política voltada à valorização dos trabalhadores.

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Maioria da população ainda não sabe quem atribuir a medida

Apesar da liderança de Lula nas respostas espontâneas, a pesquisa aponta que grande parte da população ainda não possui uma opinião formada sobre quem foi responsável pela proposta.

Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados afirmaram não saber responder ou preferiram não opinar. Além disso, 2% atribuíram a medida a outros personagens ou instituições que não figuraram entre as respostas mais frequentes.

Esse dado indica que a narrativa sobre o fim da escala 6×1 ainda está em construção. Especialistas observam que propostas de grande impacto social costumam passar por um período de assimilação pública antes que a população identifique claramente seus protagonistas políticos.

Disputa política pela autoria da PEC

A tramitação da proposta foi marcada por uma intensa disputa política. Desde o início das discussões, diferentes grupos tentaram associar a iniciativa às suas respectivas atuações no Congresso e junto aos trabalhadores.

A aprovação da PEC abriu espaço para uma batalha de comunicação entre governo e oposição, principalmente porque a medida possui forte potencial de impacto na vida de milhões de brasileiros. A redução da jornada de trabalho é vista como uma pauta popular e com capacidade de gerar dividendos eleitorais para os grupos que conseguirem assumir o protagonismo do debate.

Nos últimos meses, o assunto ganhou destaque em discursos políticos, entrevistas e campanhas de comunicação nas redes sociais.

Como o governo Lula participou das negociações

Embora a proposta tenha sido originalmente apresentada pela deputada Erika Hilton, o governo federal passou a apoiar a pauta durante sua tramitação no Congresso.

O Palácio do Planalto atuou nas negociações para viabilizar um acordo sobre a transição do novo modelo de jornada e intensificou a defesa pública da redução das atuais 44 horas semanais de trabalho.

Aliados do presidente transformaram o tema em uma das principais bandeiras sociais da atual gestão. O objetivo foi reforçar a imagem do governo junto aos trabalhadores e setores que defendem mudanças nas relações de trabalho.

Ao mesmo tempo, partidos de oposição também buscaram se posicionar sobre o assunto diante da ampla aceitação da proposta entre parte da população.

Fim da escala 6×1 ainda deve gerar nova disputa de narrativa

Embora Lula seja atualmente o personagem mais associado ao fim da escala 6×1, os resultados da pesquisa mostram que o debate está longe de ser encerrado.

O elevado percentual de entrevistados que não souberam responder demonstra que ainda existe espaço para mudanças na percepção pública. À medida que a PEC avançar nas próximas etapas e seus efeitos passarem a ser discutidos de forma mais ampla, diferentes grupos políticos deverão intensificar os esforços para consolidar suas versões sobre a autoria da medida.

Por isso, especialistas avaliam que a disputa pela narrativa continuará sendo um dos principais desdobramentos políticos relacionados ao fim da escala 6×1 nos próximos meses.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado pelo instituto Real Time Big Data entre os dias 29 e 30 de maio de 2026. Foram ouvidas 2.000 pessoas em diferentes regiões do país.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05864/2026.