Governo aprova R$ 16 bilhões do FGTS para obras de mobilidade e saneamento

O governo federal aprovou a liberação de R$ 16 bilhões do FGTS para investimentos em mobilidade urbana e saneamento básico em 2026.

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09 de fev, 2026 às 17:30
O Ministro das Cidades, Jader Filho, de terno azul e gravata bordô, falando em um microfone de rádio durante uma entrevista em um estúdio. Imagem: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O governo aprova R$ 16 bilhões do FGTS para obras de mobilidade e saneamento, reforçando a estratégia de garantir previsibilidade de investimentos em infraestrutura no início de 2026. A informação foi confirmada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, nesta segunda-feira (9), durante evento realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, a liberação dos recursos representa um passo decisivo para destravar projetos estruturantes e impulsionar o crescimento econômico do país, especialmente em áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento urbano e a qualidade de vida da população.

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Do montante aprovado, R$ 8 bilhões do FGTS serão destinados a obras de mobilidade urbana, enquanto outros R$ 8 bilhões irão para projetos de saneamento básico. Os recursos já estão autorizados e devem ser utilizados ao longo de 2026, garantindo previsibilidade orçamentária para estados e municípios.

A aprovação ocorreu no contexto do seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, que reuniu representantes do governo, do setor financeiro e da iniciativa privada para discutir caminhos para acelerar investimentos no país.

De acordo com Jader Filho, o foco do atual governo é assegurar que os recursos do FGTS sejam aplicados em projetos com impacto estrutural e retorno social de longo prazo. “O crescimento do Brasil depende de previsibilidade. Não há desenvolvimento sem planejamento”, afirmou.

Investimentos em mobilidade podem chegar a R$ 50 bilhões

Com os recursos destinados à mobilidade urbana, o ministro afirmou que o governo federal deve investir cerca de R$ 50 bilhões em projetos como metrôs, corredores de BRT e infraestrutura viária nos próximos anos. Segundo ele, esse volume de investimentos será possível graças à combinação de recursos do FGTS, orçamento público e financiamentos.

Apesar disso, Jader Filho destacou que o valor poderia ser ainda maior se o país não tivesse enfrentado um período prolongado de fragilidade na elaboração de projetos. Para o ministro, a falta de planejamento técnico adequado comprometeu a capacidade de transformar recursos disponíveis em obras efetivas.

Ministro aponta ausência de projetos estruturados como entrave

Durante o evento, o ministro das Cidades foi crítico ao cenário encontrado no início do atual governo. Segundo ele, muitos projetos herdados estavam em estágio inicial ou careciam de estudos técnicos consistentes, o que atrasou a execução das obras.

“O Brasil sofreu com a ausência de projetos. Encontramos iniciativas superficiais e, em muitos casos, incipientes”, afirmou. Na avaliação do ministro, essa realidade fez com que o processo de transformar recursos financeiros em obras demandasse um esforço maior e mais tempo do que o esperado.

Ele ressaltou que a prioridade da pasta tem sido fortalecer a capacidade técnica dos entes federativos para garantir que novos projetos já nasçam com maturidade suficiente para rápida execução.

Minha Casa, Minha Vida tinha 87 mil unidades paralisadas

Além dos investimentos em mobilidade e saneamento, Jader Filho abordou a situação do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, ao assumir o Ministério das Cidades, havia cerca de 87 mil unidades habitacionais paralisadas em todo o país.

O ministro avaliou que a paralisação das obras gerou instabilidade para o setor privado e comprometeu a confiança de empresas envolvidas na execução dos projetos. “Isso criou um ambiente de insegurança que afetou toda a cadeia da construção civil”, disse.

Governo afirma viver maior ciclo de contratações habitacionais

De acordo com o ministro, o cenário começou a mudar com a retomada dos projetos e a reorganização do programa habitacional. Jader Filho afirmou que o país atravessa atualmente o maior ciclo de contratações de moradias do Minha Casa, Minha Vida, o que contribui para a geração de empregos e o fortalecimento do setor.

Na avaliação do governo, a combinação entre investimentos em habitação, mobilidade urbana e saneamento básico cria um ambiente mais estável para o setor privado e amplia o impacto econômico das políticas públicas.

Ao destacar que o governo aprova R$ 16 bilhões do FGTS para obras de mobilidade e saneamento, Jader Filho reforçou que a previsibilidade dos investimentos será essencial para sustentar o crescimento do país nos próximos anos e garantir que os recursos públicos resultem em melhorias concretas para a população.

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