Exportações do Brasil para a China crescem 17,4% em janeiro e reforçam superávit comercial

As exportações do Brasil para a China cresceram 17,4% em janeiro, alcançando US$ 6,47 bilhões, segundo dados do Mdic.

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06 de fev, 2026 às 14:30
Vista aérea de um navio cargueiro atracado em um porto industrial durante o entardecer. Foto: Reuters / Rodolfo Buhrer

As exportações do Brasil para a China registraram forte avanço em janeiro, consolidando o país asiático como o principal destino dos produtos brasileiros no comércio exterior. Segundo dados divulgados na última quinta-feira (5), em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as vendas externas para a China cresceram 17,4% na comparação anual, impulsionando o superávit da balança comercial bilateral logo no início do ano.

O desempenho positivo ocorre em um cenário de reacomodação do comércio internacional e reforça a importância estratégica da China para o Brasil, especialmente diante da desaceleração das trocas com outros parceiros relevantes.

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De acordo com o Mdic, as exportações do Brasil para a China alcançaram US$ 6,47 bilhões em janeiro, contra US$ 5,51 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. O crescimento foi suficiente para sustentar o bom resultado do comércio bilateral, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas econômicas e ajustes nas cadeias de suprimento.

A China manteve, assim, a liderança isolada entre os principais destinos das exportações brasileiras, absorvendo uma parcela significativa dos embarques nacionais. O avanço das vendas reflete, sobretudo, a demanda chinesa por produtos básicos e insumos estratégicos, que seguem com peso relevante na pauta exportadora do Brasil.

Superávit comercial com a China atinge US$ 720 milhões

Além do crescimento das exportações, o resultado positivo foi reforçado pela retração das importações. As compras brasileiras de produtos chineses somaram US$ 5,75 bilhões em janeiro, uma queda de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com isso, o Brasil registrou um superávit comercial de US$ 720 milhões na relação com a China no mês. O saldo positivo evidencia um equilíbrio mais favorável para o lado brasileiro e contribui para o desempenho geral da balança comercial do país no início do ano.

Esse superávit ganha relevância em um contexto no qual o Brasil busca diversificar mercados e reduzir impactos de restrições comerciais impostas por outros parceiros.

Corrente de comércio com a China cresce 5,7%

A corrente de comércio — que soma exportações e importações — entre Brasil e China atingiu US$ 12,23 bilhões em janeiro, representando uma alta de 5,7% na comparação anual. O indicador reforça o dinamismo da relação bilateral e a continuidade do fluxo comercial entre os dois países.

O crescimento da corrente comercial ocorreu apesar da queda nas importações, mostrando que o avanço das exportações foi suficiente para sustentar a expansão do intercâmbio total. O resultado contrasta com o desempenho de outros mercados relevantes, que apresentaram retração no mesmo período.

China mantém papel central na estratégia comercial do Brasil

O desempenho das exportações do Brasil para a China confirma o papel central do país asiático na estratégia comercial brasileira. Em um cenário de mudanças no comércio global, a China segue como um parceiro capaz de absorver grandes volumes de produtos brasileiros e garantir previsibilidade às exportações.

Especialistas do setor avaliam que a manutenção desse ritmo dependerá tanto da demanda chinesa quanto da capacidade do Brasil de ampliar e diversificar sua pauta exportadora. A relação bilateral também é influenciada por fatores como acordos comerciais, investimentos e condições macroeconômicas globais.

Enquanto outros parceiros enfrentam restrições ou desaceleração no comércio, a China continua a oferecer uma base sólida para o desempenho externo do Brasil.

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