Exportação de soja do Brasil desacelera em fevereiro, mas mantém perspectiva positiva

A exportação de soja do Brasil iniciou fevereiro com média diária de 269,3 mil toneladas, queda de 16,2% em relação ao ano passado.

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20 de fev, 2026 às 06:30
Close-up de uma mão de um trabalhador do campo, com pele madura e texturizada, segurando um punhado de grãos de soja dourados e limpos. Entre os grãos, destacam-se duas pequenas folhas verdes vibrantes. O fundo está desfocado, mostrando uma plantação de soja sob a luz suave do sol, simbolizando a colheita e o agronegócio. Foto: Freepik

A exportação de soja do Brasil iniciou fevereiro em ritmo mais fraco na comparação anual, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. Até a segunda semana do mês, a média diária embarcada foi de 269,3 mil toneladas por dia útil, número 16,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Os dados foram publicados nesta quinta-feira e refletem o desempenho parcial do mês. O movimento ocorre em meio à colheita de uma safra que deve ser recorde, fator que pode alterar o cenário nas próximas semanas. A desaceleração acontece nos principais portos exportadores do país e está ligada tanto ao ritmo da colheita quanto à dinâmica logística e documental.

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Exportação de soja do Brasil registra queda na média diária

A exportação de soja do Brasil apresentou avanço na comparação interna do próprio mês, mas ainda opera abaixo do desempenho observado em fevereiro do ano anterior.

Na primeira semana de fevereiro, a média diária foi de 236,7 mil toneladas por dia útil. Já na segunda semana, o volume subiu para 269,3 mil toneladas por dia útil, indicando aceleração gradual dos embarques.

Apesar dessa recuperação semanal, o resultado acumulado permanece inferior ao de fevereiro do ano passado. A diferença percentual de 16,2% evidencia que o fluxo externo ainda não atingiu o mesmo patamar de 2024.

Esse desempenho ocorre enquanto o Brasil avança na colheita de uma safra estimada como histórica. Tradicionalmente, o pico dos embarques ocorre conforme a colheita se consolida nas principais regiões produtoras, especialmente no Centro-Oeste.

Expectativa de recorde mesmo com início mais lento

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais mantém a projeção de que o país poderá registrar o melhor fevereiro da história em exportações da oleaginosa. Mesmo com leve revisão semanal nas estimativas, a entidade avalia que o volume total do mês tende a ser expressivo.

A diferença entre os números divulgados pela Anec e pela Secex está na metodologia. Enquanto a Anec considera tanto embarques já realizados quanto a programação de navios, a Secex baseia seus dados exclusivamente nos registros oficiais de exportação. Como os documentos nem sempre são processados no mesmo ritmo dos embarques físicos, podem ocorrer variações temporárias entre as estatísticas.

Esse fator ajuda a explicar por que, mesmo com números oficiais apontando desaceleração inicial, o setor mantém perspectiva positiva para o fechamento do mês.

O que explica o ritmo atual

A exportação de soja do Brasil depende de uma combinação de fatores logísticos, produtivos e comerciais.

Entre os principais pontos que influenciam o desempenho atual estão:

  • Avanço da colheita nas principais regiões produtoras;
  • Capacidade operacional dos portos;
  • Demanda internacional, especialmente da China;
  • Processamento e registro documental das exportações.

O Brasil é o maior exportador mundial da commodity, e qualquer variação no ritmo dos embarques impacta diretamente o mercado internacional de grãos. Além disso, a receita cambial gerada pelas vendas externas da soja tem peso relevante na balança comercial brasileira.

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