Emprego com carteira assinada segue como principal preferência dos brasileiros, aponta pesquisa da CNI

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o emprego com carteira assinada continua sendo a principal escolha dos brasileiros.

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11 de abr, 2026 às 15:00
Close-up das mãos de duas pessoas sobre uma mesa de madeira durante um procedimento administrativo. Uma pilha de carteiras de trabalho azuis (CTPS - Brasil) está no centro; uma das pessoas folheia um dos documentos. Imagem: Melhor Investimento

O emprego com carteira assinada continua sendo a principal escolha dos brasileiros no mercado de trabalho, mesmo diante do crescimento de novas modalidades de ocupação. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (Confederação Nacional da Indústria) mostra que o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), segue como o mais atrativo entre trabalhadores de diferentes idades. O levantamento foi realizado no Brasil entre 10 e 15 de outubro de 2025 e divulgado posteriormente, revelando um cenário de forte valorização da segurança e dos direitos trabalhistas.

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O emprego com carteira assinada permanece como a opção mais desejada entre os brasileiros que estão no mercado ou em busca de recolocação. Segundo o estudo, 36,3% dos entrevistados afirmaram preferir o modelo CLT em comparação a outras formas de trabalho.

O levantamento também mostra que outras modalidades aparecem com menor adesão:

  • 18,7% preferem o trabalho autônomo
  • 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo
  • 10,3% demonstram interesse em trabalho por plataformas digitais
  • 9,3% preferem abrir o próprio negócio
  • 6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ)
  • 20% disseram não ter encontrado oportunidades atrativas

A pesquisa reforça que o emprego com carteira assinada ainda é associado à estabilidade, proteção social e acesso a benefícios como Previdência, fatores considerados decisivos na escolha profissional.

Emprego com carteira assinada entre jovens

O destaque do estudo é ainda maior entre os jovens. O emprego com carteira assinada aparece como prioridade tanto para quem está no início da vida profissional quanto para aqueles que já possuem alguma experiência no mercado.

Entre os dados apresentados:

  • 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem o modelo CLT
  • 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também apontam o emprego formal como melhor opção

De acordo com a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, a busca por estabilidade no início da carreira ajuda a explicar esse comportamento. O emprego com carteira assinada oferece maior previsibilidade de renda e proteção social, fatores valorizados principalmente por quem está começando a trajetória profissional.

Satisfação elevada e menor mobilidade no mercado

Outro ponto relevante da pesquisa é o alto nível de satisfação dos trabalhadores brasileiros. Mesmo com desafios econômicos, a maioria dos entrevistados afirma estar satisfeita com sua ocupação atual.

Os dados mostram:

  • 95% estão satisfeitos com o emprego atual
  • 70% afirmam estar muito satisfeitos
  • 4,6% estão insatisfeitos
  • 1,6% estão muito insatisfeitos

Esse nível de satisfação ajuda a explicar a baixa mobilidade no mercado de trabalho, o que também reforça a estabilidade associada ao emprego com carteira assinada.

Busca por novas oportunidades ainda é limitada

Apesar da satisfação geral, uma parcela dos trabalhadores ainda procura novas oportunidades. Segundo o levantamento:

  • 20% buscaram outro emprego recentemente
  • 35% dos jovens entre 16 e 24 anos tentaram mudar de vaga
  • Apenas 6% dos trabalhadores com mais de 60 anos fizeram o mesmo

O tempo de permanência no emprego também influencia esse comportamento. Entre os entrevistados:

  • 36,7% dos que estão há menos de um ano no trabalho buscaram outra vaga
  • Apenas 9% dos que têm mais de cinco anos no mesmo emprego fizeram o mesmo

Esses dados reforçam que o emprego com carteira assinada tende a gerar maior permanência e estabilidade profissional ao longo do tempo.

Trabalho por aplicativos ainda é complemento de renda

O estudo também analisou a percepção sobre o trabalho em plataformas digitais, como aplicativos de transporte e entrega. Embora seja uma alternativa importante de geração de renda, ele ainda não é visto como principal fonte de sustento pela maioria.

Segundo a pesquisa, apenas 30% dos trabalhadores consideram esse tipo de atividade como ocupação principal. Para a maior parte dos entrevistados, trata-se de um complemento financeiro, e não uma substituição ao emprego com carteira assinada.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus em parceria com a Confederação Nacional da Indústria. Ao todo, foram entrevistadas 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil.

A coleta de dados ocorreu entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025, com divulgação posterior dos resultados. A pesquisa buscou entender as preferências dos trabalhadores brasileiros em relação às diferentes formas de ocupação no mercado de trabalho.