Embraer (EMBR3) tem lucro ajustado de R$ 145,4 milhões no 1T26, mas vê resultado cair 51,5%

A Embraer (EMBR3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 51,5% menor na comparação anual.

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08 de maio, 2026 às 15:30
Placa azul com o logotipo da Embraer em letras brancas em destaque. Imagem: Reuters

A Embraer (EMBR3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões, resultado que representa uma queda de 51,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da retração no lucro, a fabricante brasileira de aeronaves apresentou crescimento operacional relevante, impulsionado pelo avanço das receitas e pela expansão da carteira de pedidos, que atingiu o maior nível da história da companhia.

Os números foram divulgados na última quinta-feira e mostram que a empresa segue em ritmo de crescimento nas operações, especialmente nos segmentos de aviação comercial, executiva e serviços. O desempenho também reflete o aumento das entregas de aeronaves e a preparação da companhia para um volume maior de produção ao longo de 2026.

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A receita líquida da Embraer somou R$ 7,6 bilhões entre janeiro e março de 2026, avanço de 18% na comparação anual. O resultado reforça a recuperação operacional da companhia em meio ao fortalecimento da demanda global por aeronaves.

O crescimento foi sustentado principalmente pelo aumento das entregas realizadas no período e pela melhora do desempenho em diferentes unidades de negócios da fabricante. Além disso, a companhia vem se beneficiando de um ambiente mais favorável para o setor de aviação, especialmente após a retomada consistente das viagens corporativas e comerciais em diversos mercados.

A Embraer também destacou que o cenário operacional segue positivo para os próximos trimestres, com expectativa de aumento gradual no volume de entregas de jatos comerciais e executivos.

Ebitda ajustado avança e margem permanece estável

Outro destaque do balanço foi o avanço do Ebitda ajustado, indicador utilizado pelo mercado para medir a geração operacional de caixa das empresas. No primeiro trimestre de 2026, o Ebitda ajustado da Embraer alcançou R$ 749,4 milhões, crescimento de 18,8% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.

Já a margem Ebitda ajustada ficou em 9,9%, mantendo estabilidade na comparação anual. O resultado demonstra que, mesmo diante de pressões de custos e investimentos na expansão operacional, a empresa conseguiu preservar sua eficiência operacional.

A manutenção das margens é vista pelo mercado como um sinal positivo, principalmente em um setor que enfrenta desafios relacionados à cadeia global de suprimentos, custos logísticos e disponibilidade de componentes aeronáuticos.

Fluxo de caixa da Embraer fica negativo em R$ 2,4 bilhões

Apesar da evolução operacional, o fluxo de caixa livre ajustado sem Eve ficou negativo em R$ 2,4 bilhões no trimestre.

Segundo a Embraer, o desempenho foi impactado pelo aumento das necessidades de capital de giro, movimento considerado natural em períodos de preparação para maiores volumes de entregas. Isso ocorre porque a companhia amplia investimentos em produção, estoques e etapas industriais antes da efetiva entrega das aeronaves aos clientes.

A fabricante afirmou que espera uma recuperação do fluxo de caixa ao longo dos próximos trimestres, acompanhando o aumento previsto nas entregas programadas para 2026.

Carteira de pedidos da Embraer atinge recorde histórico

Um dos principais indicadores apresentados pela companhia foi a carteira total de pedidos firmes, que atingiu US$ 32,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

O volume representa um recorde histórico para a Embraer e um crescimento superior a 20% na comparação com o mesmo período do ano passado. A expansão reforça a forte demanda pelos produtos da empresa e amplia a visibilidade de receitas futuras.

A carteira robusta também é acompanhada de perto por investidores porque demonstra a capacidade da fabricante de sustentar produção e geração de receita nos próximos anos. Entre os destaques estão contratos nos segmentos de aviação comercial, defesa e aviação executiva.

O crescimento dos pedidos ocorre em um momento em que companhias aéreas de diferentes regiões ampliam investimentos em renovação de frota, buscando aeronaves mais eficientes e econômicas.

Queda no lucro não impede visão positiva do mercado

Mesmo com a retração do lucro líquido ajustado, os números operacionais da Embraer foram vistos como positivos por analistas do mercado financeiro, principalmente devido ao crescimento da receita, da geração operacional e da carteira de pedidos.

A redução no lucro ocorreu em um contexto de maiores despesas financeiras e efeitos ligados à dinâmica operacional do trimestre. Ainda assim, a empresa segue demonstrando capacidade de expansão em meio ao aumento da demanda global por aeronaves.

Com o recorde na carteira de pedidos e expectativa de maior número de entregas ao longo do ano, a Embraer mantém perspectivas favoráveis para 2026, apoiada pelo fortalecimento do setor aéreo e pela diversificação de suas operações.