Dividendos 2026: ITUB4, BBSE3, PETR4 e TAEE11 lideram lista de ações defensivas
Analistas apontam ações defensivas para gerar renda com dividendos em 2026, mesmo com juros altos.
(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)
Mesmo com juros altos, maior tributação sobre dividendos e volatilidade eleitoral, analistas apontam que várias ações listadas na B3 mantêm potencial para renda passiva atrativa em 2026, com dividend yields que podem ultrapassar 11%.
O cenário começou o ano com a Selic projetada em 12,25%, segundo o Boletim Focus, mantendo o custo do dinheiro elevado e pressionando companhias mais endividadas. Soma-se à volatilidade o impacto da tributação sobre dividendos e o aumento do imposto sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) de 15% para 17,5%, fatores que já provocaram antecipações de proventos no mercado.
Bancos fortes no radar dos dividendos em 2026
Para Werner Roger, sócio-fundador da Trígono Capital, citado em entrevista ao E-Investidor, papeis de instituições financeiras continuam bem posicionados. O ITUB4 (Itaú Unibanco) aparece como o destaque do setor financeiro, com projeção de dividend yield de até 8,5% em 2026, apoiado em forte geração de caixa, carteira de crédito estável e eficiência operacional.
No setor de seguros, BBSE3 (BB Seguridade) surge entre os papéis com maior potencial de renda, com experts projetando dividend yield entre 10% e 11,5%, graças a margens robustas e payout próximo de 90%.
Elétricas e telecom: fluxo previsível em tempos incertos
Empresas com receitas reguladas ou contratos de longo prazo também atraem olhares:
- TAEE11 (Taesa) se destaca por sua geração de caixa estável, pouco afetada por ciclos econômicos ou políticos.
- VIVT3 (Vivo) desponta como opção em telecomunicações, por receitas recorrentes e histórico de distribuição de proventos.
Especialistas ouvidos pelo E-Investidor destacam que esses segmentos tendem a sofrer menos com a volatilidade típica de anos eleitorais, mantendo um perfil defensivo para dividendos.
Petróleo e construção: PETR4 e DIRR3 na mira
No setor de petróleo e gás, a PETR4 (Petrobras) segue no radar de dividendos, apoiada pelo baixo custo de extração. Especialistas ressaltam, no entanto, que o maior nível de investimentos pode reduzir a flexibilidade para distribuir proventos no curto prazo.
No setor imobiliário, a DIRR3 (Direcional) aparece entre opções que conseguem equilibrar renda passiva e demanda consistente, devido ao foco em habitação de baixa renda e menor sensibilidade a ciclos econômicos.
Tributação e eleições não derrubam dividendos
Para Marco Saravalle, estrategista-chefe da MSX Investimentos, em entrevista ao E-Investidor, nenhuma empresa ficará imune às mudanças tributárias, mas estratégias como a antecipação de proventos e uso eficiente de JCP devem continuar sendo usadas para mitigar impactos fiscais.
Analistas observam que anos eleitorais, apesar de elevarem a volatilidade de preços, não alteram os fundamentos das companhias listadas, e empresas com fluxo de caixa previsível e disciplina financeira tendem a se destacar.
O que o investidor deve priorizar
A recomendação geral entre especialistas é focar em tickers com histórico consistente de dividendos, baixa alavancagem e modelo de negócio resiliente a juros altos. Entre os papéis mais citados estão:
ITUB4, BBSE3, PETR4, TAEE11, VIVT3, DIRR3, AXIA3, RENT3.
Esses nomes combinam geração de caixa sólida e capacidade de remunerar acionistas, mesmo em um ambiente de juros elevados, maior tributação de proventos e incertezas políticas, fazendo deles opções atraentes para investidores que buscam renda passiva em 2026.
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