Desemprego sobe para 6,1% no 1º tri, mas registra menor nível histórico para o período

Alta no início do ano reflete movimento sazonal, com queda no número de ocupados e aumento da busca por trabalho.

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Última atualização:  30 de abr, 2026 às 14:41
Homem segurando uma caixa de papelão com itens de escritório, como um cacto decorativo, documento e blocos de notas, simbolizando mudança ou mudanca de emprego. Imagem: Envato Elements.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE. O índice representa uma alta em relação ao trimestre anterior, encerrado em dezembro de 2025 (5,1%), mas ainda assim é o menor já registrado para esse período na série histórica.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a taxa estava em 7%, houve uma queda de 0,9 ponto percentual, indicando melhora no mercado de trabalho em base anual.

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Desemprego cresce com movimento sazonal do início do ano

O aumento do desemprego no início do ano é considerado um comportamento típico do mercado de trabalho brasileiro. Esse movimento ocorre, principalmente, por conta do encerramento de contratos temporários após o fim de ano e da redução de vagas em setores específicos.

Segundo o IBGE, o crescimento da desocupação está ligado à maior procura por emprego nos primeiros meses do ano, o que amplia a população economicamente ativa.

Número de desempregados sobe no trimestre

A população desocupada chegou a 6,6 milhões de pessoas, o que representa um aumento de:

  • 19,6% em relação ao trimestre anterior (mais 1,1 milhão de pessoas)
  • queda de 13% na comparação anual (menos 987 mil pessoas)

Isso mostra que, apesar da alta recente, o cenário ainda é melhor do que o observado no ano passado.

População ocupada recua no trimestre

O número de pessoas ocupadas ficou em 102 milhões, com:

  • queda de 1% no trimestre (menos 1 milhão de trabalhadores)
  • alta de 1,5% em relação ao ano anterior (mais 1,5 milhão de pessoas)

Nenhum dos dez setores analisados apresentou crescimento no número de ocupados no período.

Setores puxam queda no emprego

Os principais recuos foram registrados em:

  • Comércio: -1,5% (menos 287 mil pessoas)
  • Administração pública: -2,3% (menos 439 mil)
  • Serviços domésticos: -2,6% (menos 148 mil)

Juntos, esses segmentos eliminaram mais de 870 mil postos de trabalho no trimestre.

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O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, praticamente estável no trimestre, mas com crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior. Já os trabalhadores sem carteira assinada somaram 13,3 milhões, com queda de 2,1% no trimestre.

A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O percentual apresentou leve queda frente ao trimestre anterior e também em relação ao ano passado.

Como é calculada a taxa de desemprego

O índice considera pessoas que estão dentro da força de trabalho, mas sem ocupação e em busca de emprego. Os dados fazem parte da PNAD Contínua, pesquisa que acompanha o mercado de trabalho com base em trimestres móveis.

Isso significa que os números divulgados refletem o desempenho médio dos meses de janeiro, fevereiro e março, e não apenas de um único mês.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.