Desemprego no Brasil cai a 5,8% e atinge menor nível da série histórica do IBGE
Taxa ficou abaixo das expectativas do mercado no trimestre encerrado em abril.
Imagem: Envato Elements.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, informou nesta quinta-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que esperava taxa de 5,9%, segundo levantamento da Reuters.
O percentual representa o menor nível já registrado pela série histórica da Pnad Contínua para esse período do ano, iniciada em 2012.
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Taxa sobe frente ao trimestre anterior
Apesar da mínima histórica para o período, o índice avançou 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro, quando estava em 5,4%.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, porém, houve queda de 0,8 ponto percentual, já que a taxa naquele momento era de 6,6%. Segundo o IBGE, o Brasil terminou abril com 6,3 milhões de pessoas desempregadas. O contingente representa:
- alta de 8% frente ao trimestre anterior;
- queda de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na prática, isso significa cerca de 809 mil pessoas a menos procurando emprego em um ano.
A população ocupada no país alcançou 102,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril. O número recuou 0,3% frente ao trimestre anterior, mas apresentou alta de 1,1% na comparação anual. Já o nível de ocupação ficou em 58,4%.
Informalidade atinge 38,1 milhões de trabalhadores
Os dados do IBGE também mostram o tamanho da informalidade no mercado de trabalho brasileiro. Confira os principais indicadores divulgados:
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Taxa de desocupação | 5,8% |
| Taxa de subutilização | 13,8% |
| População desocupada | 6,3 milhões |
| População ocupada | 102,3 milhões |
| População fora da força de trabalho | 66,5 milhões |
| População desalentada | 2,6 milhões |
| Empregados com carteira assinada | 39,3 milhões |
| Empregados sem carteira assinada | 13,3 milhões |
| Trabalhadores por conta própria | 26 milhões |
| Trabalhadores informais | 38,1 milhões |
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Subutilização recua e desalento cai mais de 15%
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8% no trimestre encerrado em abril. O indicador reúne: desempregados; pessoas que gostariam de trabalhar mais horas; trabalhadores disponíveis, mas fora da força de trabalho.
Ao todo, o país tinha 15,7 milhões de pessoas subutilizadas, número estável frente ao trimestre anterior e 11,1% menor na comparação anual. A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,2 milhões de pessoas.
Já a população desalentada — formada por pessoas que desistiram de procurar emprego — caiu 15,3% em um ano, atingindo 2,6 milhões de brasileiros.
O IBGE informou ainda que a população fora da força de trabalho ficou em 66,5 milhões de pessoas. O contingente permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve aumento de 1,6%, equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas.