Dasa (DASA3) despenca após balanço do 4T25 com margens pressionadas e prejuízo elevado

As ações da Dasa (DASA3) caíram mais de 20% após a divulgação do balanço do 4T25, impactadas pela forte piora nas margens e prejuízo de R$ 947,7 milhões. A

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Última atualização:  27 de mar, 2026 às 12:36
Fachada moderna do Núcleo Técnico Operacional da Dasa. O prédio possui dois andares, com janelas de vidro escuro e um grande painel azul claro com estampa de retículas. O logotipo branco da 'dasa' está centralizado no painel. O céu está azul com nuvens brancas e há palmeiras refletidas nos vidros do térreo. Foto: Divulgação

As ações da Dasa (DASA3) registraram forte queda nesta sexta-feira (27), após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), marcado por margens mais fracas e prejuízo acima do esperado. Os papéis chegaram a cair mais de 20% ao longo do pregão, refletindo a reação negativa do mercado aos resultados.

Por volta das 12h (horário de Brasília), a ação da Dasa (DASA3) recuava 17,30%, cotada a R$ 2,82, evidenciando a perda de confiança dos investidores diante da deterioração da rentabilidade da companhia.

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Dasa (DASA3) sofre com queda de margens e impacto no resultado

O principal fator por trás da queda da Dasa (DASA3) foi a piora significativa nas margens operacionais. O Ebitda ajustado da companhia caiu 42% em relação ao trimestre anterior, enquanto a margem Ebitda recuou para 17,5%.

Além disso, a expansão de margem perdeu força. Após avançar 7,3 pontos percentuais na comparação anual do terceiro trimestre de 2025, o crescimento foi de apenas 2,5 pontos percentuais no quarto trimestre. Na base trimestral, houve retração de 8,7 pontos percentuais.

Esse movimento sinaliza que, apesar do crescimento operacional, a empresa enfrenta dificuldades para manter a eficiência e controlar custos, o que acabou sendo o principal gatilho para a forte desvalorização das ações.

Prejuízo bilionário pressiona percepção do mercado

Outro destaque negativo do balanço foi o prejuízo líquido de R$ 947,7 milhões no 4T25, representando um aumento de quase 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado foi impactado principalmente por dois fatores relevantes:

  • Efeitos da equivalência patrimonial da Rede Américas
  • Impacto não recorrente relacionado à venda do Hospital São Domingos

A operação envolvendo o hospital gerou um efeito contábil negativo estimado em aproximadamente R$ 400 milhões, contribuindo para o resultado final mais fraco.

Embora parte desses efeitos seja considerada não recorrente, o mercado reagiu negativamente ao número consolidado, reforçando preocupações sobre a capacidade de geração de lucro da companhia no curto prazo.

Receita cresce, mas não compensa pressão de custos

Apesar dos resultados negativos, a Dasa (DASA3) apresentou crescimento relevante em receita, o que foi considerado um ponto positivo no balanço.

A receita bruta avançou:

  • 13% no segmento de Diagnósticos
  • 15% em Hospitais e Oncologia

Os números vieram ligeiramente acima das expectativas do mercado, impulsionados principalmente por maior volume no segmento B2B e um mix de serviços mais favorável.

Além disso, a companhia registrou:

  • Crescimento de 27% em Hospitais/Oncologia
  • Redução de aproximadamente 40% nas glosas, após ajustes retroativos
  • Taxa de ocupação hospitalar de 84,9%

No entanto, mesmo com esses avanços operacionais, o aumento de custos e a normalização de volumes impediram uma melhora mais consistente na rentabilidade.

Avaliações do mercado reforçam cenário desafiador

Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados da Dasa (DASA3) ficaram entre neutros e fracos, com receita resiliente, mas forte pressão nas margens. O banco destacou que, após um terceiro trimestre excepcional, o desempenho mais recente evidencia desafios no curto prazo.

Já o BTG Pactual classificou o resultado como fraco, apontando impacto relevante de ajustes contábeis sem efeito caixa e desempenho abaixo do esperado, especialmente na joint venture com a Amil.

Segundo os analistas, mesmo ao excluir efeitos não recorrentes, os números vieram aquém das estimativas, reforçando a percepção de execução mais lenta do que o esperado.