CSN (CSNA3) avança para fechar empréstimo bilionário e reforçar estrutura de capital

A CSN (CSNA3) está em fase avançada de negociação para contratar um empréstimo entre US$ 1,35 bilhão e US$ 1,5 bilhão com um sindicato de bancos.

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Última atualização:  02 de mar, 2026 às 17:17
Detalhe de um saco de cimento da marca CSN, com o logotipo da empresa em destaque e outros sacos empilhados ao fundo. Foto: Divulgação

A CSN (CSNA3) está em estágio avançado para contratar um empréstimo de até US$ 1,5 bilhão, operação que pode ser concluída ainda em março e que tem como objetivo principal reorganizar o perfil da dívida da companhia. A negociação ocorre com um sindicato de bancos e inclui como parte das garantias ações da unidade de cimentos do grupo.

A movimentação acontece em um momento decisivo para a companhia, que enfrenta vencimentos relevantes no curto e médio prazo. O financiamento surge como alternativa diante do ambiente mais restritivo no mercado internacional de crédito e do recente rebaixamento de rating.

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Empréstimo de até US$ 1,5 bilhão é prioridade imediata da CSN (CSNA3)

A CSN (CSNA3) negocia uma linha de crédito que pode variar entre US$ 1,35 bilhão e US$ 1,5 bilhão. O valor final ainda depende da definição de taxas de juros, prazos e volume de garantias adicionais.

A operação está sendo estruturada por um grupo de bancos que deve incluir:

  • Morgan Stanley
  • Santander Brasil
  • Citi
  • Deutsche Bank
  • Banco do Brasil
  • BNP Paribas
  • HSBC

Parte das ações da CSN Cimentos deve ser usada como colateral, fortalecendo a segurança da operação para os credores.

A expectativa é de que a conclusão ocorra ainda neste mês, caso os termos finais sejam acordados.

Recursos serão usados para quitar dívidas e recomprar títulos

O principal objetivo do empréstimo da CSN (CSNA3) é reforçar o caixa e alongar o perfil da dívida.

Os recursos devem ser destinados a:

  • Quitar bonds com vencimento em abril;
  • Pagar dívidas bancárias de curto prazo;
  • Recomprar parte dos títulos com vencimento em 2028.

Segundo o balanço mais recente divulgado pela companhia, a dívida líquida somava R$ 37,545 bilhões ao fim do terceiro trimestre do ano passado. Desse total, cerca de R$ 26,9 bilhões vencem entre este ano e 2028. Apenas em 2026, os compromissos com bancos chegam a R$ 6,2 bilhões.

Ao priorizar o alongamento da dívida, a empresa busca reduzir o risco de refinanciamento e melhorar a previsibilidade financeira.

CSN (CSNA3) enfrenta mercado externo mais restritivo

A decisão de buscar crédito bancário ocorre em meio a um cenário desafiador para emissões internacionais.

O mercado externo tem demonstrado cautela com empresas brasileiras altamente alavancadas, especialmente após episódios envolvendo companhias como:

  • Braskem
  • Raízen

Nesse contexto, uma eventual nova emissão de bonds pela CSN (CSNA3) exigiria pagamento de prêmio elevado aos investidores, encarecendo significativamente o custo da dívida.

Além disso, a companhia entrou no radar de investidores estrangeiros devido ao seu nível de endividamento e à necessidade de executar com sucesso seu plano de desalavancagem.

Rebaixamento de rating aumenta pressão

Recentemente, a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da CSN de “BB-” para “B”, mantendo a observação negativa.

A agência destacou os desafios na execução da estratégia de redução da alavancagem, especialmente no que diz respeito à venda de ativos.

O rebaixamento tende a elevar o custo de captação e reforça a necessidade de medidas estruturais para reorganizar o balanço.

Venda de ativos faz parte do plano estratégico

O empréstimo da CSN (CSNA3) não é uma medida isolada, mas parte de um plano mais amplo de reorganização financeira.

Em janeiro, a companhia anunciou a intenção de alienar ativos para equacionar de forma definitiva sua estrutura de capital. Entre as iniciativas estão:

  • A venda da operação de cimentos;
  • A contratação do Citi e do Bradesco para buscar sócios na área de infraestrutura.

Morgan Stanley e Santander também receberam mandato para conduzir o processo de venda da unidade de cimentos.

A estratégia combina reforço de liquidez no curto prazo com medidas estruturais para reduzir o nível de endividamento no médio prazo.

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