CSN (CSNA3) avança para fechar empréstimo bilionário e reforçar estrutura de capital
A CSN (CSNA3) está em fase avançada de negociação para contratar um empréstimo entre US$ 1,35 bilhão e US$ 1,5 bilhão com um sindicato de bancos.
Foto: Divulgação
A CSN (CSNA3) está em estágio avançado para contratar um empréstimo de até US$ 1,5 bilhão, operação que pode ser concluída ainda em março e que tem como objetivo principal reorganizar o perfil da dívida da companhia. A negociação ocorre com um sindicato de bancos e inclui como parte das garantias ações da unidade de cimentos do grupo.
A movimentação acontece em um momento decisivo para a companhia, que enfrenta vencimentos relevantes no curto e médio prazo. O financiamento surge como alternativa diante do ambiente mais restritivo no mercado internacional de crédito e do recente rebaixamento de rating.
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Empréstimo de até US$ 1,5 bilhão é prioridade imediata da CSN (CSNA3)
A CSN (CSNA3) negocia uma linha de crédito que pode variar entre US$ 1,35 bilhão e US$ 1,5 bilhão. O valor final ainda depende da definição de taxas de juros, prazos e volume de garantias adicionais.
A operação está sendo estruturada por um grupo de bancos que deve incluir:
- Morgan Stanley
- Santander Brasil
- Citi
- Deutsche Bank
- Banco do Brasil
- BNP Paribas
- HSBC
Parte das ações da CSN Cimentos deve ser usada como colateral, fortalecendo a segurança da operação para os credores.
A expectativa é de que a conclusão ocorra ainda neste mês, caso os termos finais sejam acordados.
Recursos serão usados para quitar dívidas e recomprar títulos
O principal objetivo do empréstimo da CSN (CSNA3) é reforçar o caixa e alongar o perfil da dívida.
Os recursos devem ser destinados a:
- Quitar bonds com vencimento em abril;
- Pagar dívidas bancárias de curto prazo;
- Recomprar parte dos títulos com vencimento em 2028.
Segundo o balanço mais recente divulgado pela companhia, a dívida líquida somava R$ 37,545 bilhões ao fim do terceiro trimestre do ano passado. Desse total, cerca de R$ 26,9 bilhões vencem entre este ano e 2028. Apenas em 2026, os compromissos com bancos chegam a R$ 6,2 bilhões.
Ao priorizar o alongamento da dívida, a empresa busca reduzir o risco de refinanciamento e melhorar a previsibilidade financeira.
CSN (CSNA3) enfrenta mercado externo mais restritivo
A decisão de buscar crédito bancário ocorre em meio a um cenário desafiador para emissões internacionais.
O mercado externo tem demonstrado cautela com empresas brasileiras altamente alavancadas, especialmente após episódios envolvendo companhias como:
- Braskem
- Raízen
Nesse contexto, uma eventual nova emissão de bonds pela CSN (CSNA3) exigiria pagamento de prêmio elevado aos investidores, encarecendo significativamente o custo da dívida.
Além disso, a companhia entrou no radar de investidores estrangeiros devido ao seu nível de endividamento e à necessidade de executar com sucesso seu plano de desalavancagem.
Rebaixamento de rating aumenta pressão
Recentemente, a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da CSN de “BB-” para “B”, mantendo a observação negativa.
A agência destacou os desafios na execução da estratégia de redução da alavancagem, especialmente no que diz respeito à venda de ativos.
O rebaixamento tende a elevar o custo de captação e reforça a necessidade de medidas estruturais para reorganizar o balanço.
Venda de ativos faz parte do plano estratégico
O empréstimo da CSN (CSNA3) não é uma medida isolada, mas parte de um plano mais amplo de reorganização financeira.
Em janeiro, a companhia anunciou a intenção de alienar ativos para equacionar de forma definitiva sua estrutura de capital. Entre as iniciativas estão:
- A venda da operação de cimentos;
- A contratação do Citi e do Bradesco para buscar sócios na área de infraestrutura.
Morgan Stanley e Santander também receberam mandato para conduzir o processo de venda da unidade de cimentos.
A estratégia combina reforço de liquidez no curto prazo com medidas estruturais para reduzir o nível de endividamento no médio prazo.
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