Críticas a Ricardo Nunes marcam debate entre candidatos à prefeitura de São Paulo

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Última atualização:  14 de ago, 2024 às 16:31
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No segundo debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado nesta quarta-feira (14) por Estadão, Terra e Faap, a gestão de Ricardo Nunes (MDB) foi alvo de intensas críticas. Com seis candidatos no palco, o encontro destacou as principais questões enfrentadas pela atual administração e as propostas de seus concorrentes. Apesar de não estar diretamente envolvido no confronto mais acirrado do debate, Nunes viu sua gestão ser severamente questionada em diversas áreas.

Um dos tópicos mais debatidos foi a situação da educação na cidade. Apesar de São Paulo ser a cidade com o maior orçamento do país, a gestão de Ricardo Nunes enfrentou críticas pesadas quanto à queda para a 21ª posição no ranking nacional de alfabetização na idade certa. Guilherme Boulos (PSOL) e José Luiz Datena (PSDB) foram enfáticos em suas críticas, ressaltando a discrepância entre o alto gasto per capita e os baixos resultados alcançados. 

Datena chamou atenção para o fato de que, enquanto São Paulo gasta R$ 22 mil por aluno, o Ceará, com um orçamento menor, ocupa a primeira posição no ranking. Boulos, por sua vez, criticou a falta de reforço educacional após a pandemia e prometeu implementar um programa de educação integral caso seja eleito. Além disso, Boulos manifestou sua intenção de revogar a reforma previdenciária municipal, conhecida como Sampaprev, que aumentou a contribuição dos servidores aposentados.

A desigualdade social em São Paulo também foi um ponto central do debate. Os candidatos destacaram o crescimento da população em situação de rua e criticaram Nunes pela falta de políticas efetivas para enfrentar o problema. Datena apontou que a atual administração não conseguiu lidar com o aumento das pessoas vivendo nas ruas e acusou Nunes de manter relações suspeitas com empresas de transporte público, mencionando os altos subsídios concedidos às companhias de ônibus e a suposta falta de transparência nas tarifas.

Outro foco de críticas foi o planejamento urbano e o novo Plano Diretor aprovado no ano passado. Guilherme Boulos criticou as novas regras que, segundo ele, permitiram um adensamento desordenado na cidade para beneficiar grandes construtores. Boulos apontou que a expansão descontrolada resultou em um aumento excessivo no número de prédios em áreas residenciais, causando problemas de infraestrutura e planejamento urbano.

A falta de transparência na gestão das obras públicas também foi amplamente discutida. Tabata Amaral (PSB) acusou Nunes de promover uma série de obras sem licitação, apontando para possíveis casos de superfaturamento e combinação de preços. Ela criticou a administração de Nunes por realizar obras sem o devido planejamento e por sua suposta falta de transparência, sugerindo que o prefeito tem um histórico de problemas administrativos.

Marina Helena Santos (Novo) trouxe à tona a questão da sexualização nas escolas, questionando Nunes sobre programas e documentos da prefeitura que, segundo ela, promovem ideologias de gênero e práticas polêmicas, como o bloqueio hormonal para crianças trans. Nunes refutou essas acusações, afirmando que as informações eram falsas e reafirmando seu compromisso com uma gestão inclusiva e respeitosa.

Por fim, Pablo Marçal (PRTB) criticou o elevado número de partidos apoiando Nunes e o custo associado à sua campanha. Marçal sugeriu que a candidatura de Nunes é excessivamente cara e politicamente motivada, apontando para a ampla rede de apoios políticos como um fator negativo.