Nesta terça-feira (20), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou sua quarta reunião do ano em Brasília. O objetivo do encontro é definir a taxa básica de juros do país, a Selic. Apesar da recente queda da inflação, espera-se que o Copom mantenha o aperto monetário, mantendo a Selic em 13,75% ao ano.

Pressões para a redução dos juros

Nos últimos dias, tanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm se manifestado a favor da redução dos juros. Haddad afirmou que os juros deveriam ter começado a cair em março, enquanto Lula criticou o atual nível da taxa Selic, destacando que ela prejudica os investimentos e não possui justificativa para se manter tão alta.

Efeitos do aperto monetário

Embora a taxa básica de juros tenha parado de subir em agosto do ano passado, ela permanece no nível mais alto desde o início de 2017. Os efeitos do aperto monetário já são sentidos na desaceleração da economia. A taxa básica, segundo a pesquisa Focus, deverá ser mantida em 13,75% ao ano pela sétima vez consecutiva.

Apesar das projeções do mercado financeiro indicarem a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, espera-se que a taxa encerre o ano em 12,25% ao ano. A decisão do Copom será anunciada nesta quarta-feira, 21 de junho.

Postura do Copom

Na ata da última reunião, ocorrida em maio, o Copom ressaltou a necessidade de paciência e serenidade na definição da taxa de juros. Embora seja considerado um cenário menos provável, o Copom não descarta a possibilidade de aumentar a Selic. Para o Banco Central, a aprovação do arcabouço fiscal é um fator que pode contribuir para o equilíbrio das contas públicas e influenciar as expectativas de inflação.

Após uma elevação no início do ano, as expectativas de inflação têm apresentado queda. De acordo com o último boletim Focus, a estimativa para a inflação em 2023 diminuiu de 5,42% para 5,12%. Em maio, impulsionado pela redução nos preços dos combustíveis e de artigos de residência, o IPCA registrou um aumento de apenas 0,23%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, o indicador acumulou uma alta de 2,95% no ano e de 3,94% nos últimos 12 meses, um percentual mais baixo em comparação aos 4,18% acumulados até o mês anterior.

Equipe MI

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