Conab prevê 2ª maior safra de cana da história em 2026/2027
A Companhia Nacional de Abastecimento projeta que o Brasil terá a segunda maior safra de cana da história em 2026/2027, com 709,13 milhões de toneladas.
Imagem: Wenderson Araujo/CNA
A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento de que o Brasil terá a 2ª maior safra de cana da história em 2026/2027 reforça o protagonismo do país no setor sucroenergético global. Divulgado nesta terça-feira (28), o primeiro levantamento da estatal indica que a produção pode atingir 709,13 milhões de toneladas, impulsionada por ganhos de produtividade e expansão da área colhida.
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A safra de cana 2026/2027 deve crescer 5,3% em relação ao ciclo anterior, consolidando-se como a segunda maior já registrada no país. O desempenho só ficaria atrás da temporada 2023/2024, que permanece como recorde histórico.
Esse avanço ocorre em um contexto de melhora nas condições climáticas em regiões-chave e também de investimentos contínuos em tecnologia agrícola. Além disso, a ampliação da área plantada contribui para elevar o volume total colhido.
Centro-Sul lidera e concentra a produção
A região Centro-Sul segue como o principal motor da produção nacional. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a área deve alcançar *649,77 milhões de toneladas, o que representa uma alta de *5,4% na comparação anual.
Estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais continuam sendo os maiores responsáveis pelo desempenho do setor, beneficiados por infraestrutura consolidada e maior adoção de tecnologia no campo.
Esse protagonismo regional é determinante para o resultado nacional, já que o Centro-Sul responde pela maior parte da produção de cana, açúcar e etanol do país.
Produção de etanol cresce e ganha espaço
Outro ponto central do levantamento é o avanço significativo da produção de etanol. A estimativa aponta para *40,69 bilhões de litros, somando etanol de cana e de milho, o que representa um crescimento de *8,5% em relação à safra passada.
A maior produção do biocombustível reflete um cenário de mercado mais favorável, com demanda aquecida e políticas energéticas que incentivam fontes renováveis. O etanol tem ganhado relevância tanto no mercado interno quanto nas exportações, contribuindo para a transição energética.
Produção de açúcar recua levemente
Apesar do aumento na moagem de cana, a produção de açúcar deve apresentar uma leve retração. A projeção é de *43,9 milhões de toneladas, uma queda de *0,5% frente à temporada anterior.
Essa redução está diretamente ligada à decisão das usinas de direcionar uma parcela maior da matéria-prima para a fabricação de etanol, que atualmente oferece melhores margens e maior previsibilidade de demanda.
O movimento evidencia a flexibilidade do setor sucroenergético brasileiro, que consegue ajustar rapidamente seu mix de produção conforme as condições de mercado.
Perspectivas para o setor sucroenergético
A confirmação de que o Brasil pode alcançar a 2ª maior safra de cana da história em 2026/2027 reforça expectativas positivas para o setor nos próximos anos. O aumento da produção, aliado à expansão do etanol, indica um cenário de crescimento sustentável.
Além disso, o desempenho da safra pode impactar diretamente preços, exportações e a balança comercial do país, fortalecendo ainda mais a posição do Brasil como líder global no segmento.
Com isso, a safra de cana 2026/2027 não apenas consolida um ciclo produtivo robusto, mas também sinaliza mudanças estratégicas importantes, especialmente na priorização de biocombustíveis em detrimento do açúcar.