Compra de Bitcoin cresce 5,6 vezes no Brasil mesmo com queda de 50%

Plataforma registra forte volume comprador durante período de maior desvalorização da criptomoeda

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09 de fev, 2026 às 18:00
Moeda de Bitcoin em destaque com fundo colorido, representando queda e volatilidade no mercado cripto. Foto: Envato Elements

Investidores brasileiros intensificaram a compra de Bitcoin na primeira semana de fevereiro, mesmo após a criptomoeda acumular queda superior a 50% desde a máxima histórica registrada em 2025. Dados divulgados nesta segunda-feira (9), pelo Mercado Bitcoin mostram que, no período de maior desvalorização, a plataforma registrou 5,6 vezes mais investidores comprando do que vendendo o ativo.

O movimento ocorreu enquanto o Bitcoin recuava para a faixa dos 60 mil dólares, depois de ter alcançado cerca de 126 mil dólares meses antes.

A queda foi uma das mais expressivas dos últimos anos e veio acompanhada de forte volatilidade no mercado global de criptomoedas.

Queda foi impulsionada por fatores internos e externos

Segundo o Mercado Bitcoin, parte da pressão sobre os preços veio da saída de recursos de ETFs de Bitcoin. Na última semana, mais de 300 milhões de dólares foram retirados desses fundos, aumentando a oferta do ativo no mercado e pressionando as cotações.

Além disso, o cenário econômico global também pesou no mercado. A expectativa de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos fortalece o dólar e diminui o apetite por ativos mais arriscados, como as criptomoedas.

Ao mesmo tempo, tensões geopolíticas, dúvidas sobre regras para o setor e a migração de parte dos investimentos para áreas como inteligência artificial aumentaram a pressão de venda.

O índice que mede o sentimento do mercado cripto chegou a níveis de medo extremo, mostrando o clima de insegurança entre investidores.

Investidores enxergam oportunidade

Muitos brasileiros viram na queda uma chance de comprar mais barato. Segundo a plataforma, o número de compradores foi bem maior que o de vendedores justamente nos dias em que o preço mais caiu.

Analistas lembram que oscilações fortes fazem parte da trajetória do Bitcoin. Em outros ciclos, recuos expressivos foram seguidos por períodos de recuperação nos meses seguintes, embora isso não seja garantia de que o mesmo vá acontecer agora.

Uma estratégia citada por especialistas é fazer aportes regulares, investindo aos poucos. Assim, o investidor distribui o preço de compra ao longo do tempo e diminui o impacto das variações bruscas.

Mercado segue volátil

Mesmo com a recuperação parcial para a faixa dos 69 mil dólares no início da semana, o Bitcoin ainda acumula perdas importantes no período recente. Outras criptomoedas de grande porte também registraram quedas relevantes.

O mercado deve continuar reagindo a dados econômicos, decisões regulatórias e movimentos de grandes investidores. Diante desse cenário, especialistas reforçam que é importante avaliar o perfil de risco e manter uma estratégia alinhada aos objetivos de longo prazo.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.