China pede aos EUA a libertação imediata de Nicolás Maduro após operação militar

A China pediu aos Estados Unidos a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após a captura do casal em uma operação militar.

imagem do autor
04 de jan, 2026 às 15:20
O presidente da China, Xi Jinping, sentado em uma mesa oficial com microfones à sua frente. Ele veste um terno azul-marinho, camisa branca e gravata azul texturizada. Ao fundo, aparecem bandeiras nas cores vermelho e branco. Xi Jinping está com uma expressão serena e profissional. Foto: BBC Geral

A China pediu aos Estados Unidos a libertação imediata de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores, após ambos terem sido capturados em uma operação militar conduzida no fim de semana. A manifestação oficial de Pequim eleva o tom da crise diplomática internacional e reacende o debate sobre o uso da força, soberania nacional e o papel das grandes potências nas disputas políticas da América Latina.

Segundo o governo chinês, a ação norte-americana representa uma grave violação do direito internacional e dos princípios fundamentais que regem as relações entre Estados soberanos.

China pede libertação imediata de Nicolás Maduro e critica uso da força

Em comunicado divulgado pela agência estatal Xinhua, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o país asiático acompanha o caso “com grande preocupação”. De acordo com Pequim, os Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro e Cilia Flores utilizando força militar e os retiraram da Venezuela sem consentimento do governo local.

A China pediu aos EUA a libertação imediata de Nicolás Maduro, alegando que a operação viola de forma clara o direito internacional, além de contrariar normas básicas das relações diplomáticas. Para o governo chinês, a ação compromete os princípios estabelecidos pela Carta das Nações Unidas, especialmente aqueles relacionados à soberania e à não intervenção em assuntos internos de outros países.

Acusação de violação da Carta da ONU e das normas internacionais

No comunicado, o porta-voz chinês destacou que a iniciativa norte-americana desrespeita os propósitos e princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a China, capturar líderes de outro país por meio de ação militar configura um precedente perigoso e ameaça a estabilidade internacional.

Ao reiterar que a soberania da Venezuela deve ser respeitada, Pequim afirmou que disputas políticas devem ser resolvidas por meios diplomáticos e legais. A China pediu aos Estados Unidos que interrompam ações que visem derrubar governos estrangeiros e que priorizem mecanismos multilaterais de diálogo.

Pedido de garantias de segurança para Maduro e Cilia Flores

Além de exigir a libertação imediata, a China também solicitou garantias sobre a integridade física de Nicolás Maduro e de sua esposa. O governo chinês afirmou que os Estados Unidos devem assegurar a segurança pessoal do casal enquanto a situação não for resolvida.

De acordo com o porta-voz, qualquer medida que coloque em risco a vida de autoridades estrangeiras agrava ainda mais a crise diplomática e pode gerar consequências imprevisíveis para a estabilidade regional. A China ressaltou que o respeito à vida humana deve prevalecer, independentemente de divergências políticas.

Repercussão internacional e reunião do Conselho de Segurança da ONU

A crise provocada pela captura de Nicolás Maduro já mobiliza organismos internacionais. Segundo a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Maria Laura da Rocha, o Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião extraordinária na segunda-feira, dia 5, para discutir a situação na Venezuela após a operação promovida pelos Estados Unidos.

O encontro deve reunir representantes das principais potências globais e terá como foco avaliar os impactos da ação militar e possíveis medidas diplomáticas. A expectativa é que o episódio intensifique o debate sobre os limites da intervenção internacional e o papel da ONU na mediação de conflitos.

Contexto da crise na Venezuela e tensão entre potências

A Venezuela enfrenta há anos uma grave crise política, econômica e social, que já gerou sanções internacionais, disputas diplomáticas e tentativas de mediação por parte de diferentes países. A captura de Nicolás Maduro representa uma escalada significativa nesse cenário e amplia a tensão entre Estados Unidos, China e aliados regionais.

Ao pedir a libertação imediata de Nicolás Maduro, a China reforça seu apoio ao princípio da soberania nacional e sinaliza resistência a intervenções unilaterais. O caso deve continuar no centro das discussões internacionais nos próximos dias, especialmente após a reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Gostou deste conteúdo? Siga o Melhor Investimento nas redes sociais: 

Instagram | Facebook