Chefe do PCC El Cid é preso no Ceará após anos foragido da Justiça
O chefe do PCC conhecido como El Cid foi preso no Ceará após ficar foragido desde 2022.
Foto: Divulgação / PMCE
O chefe do PCC El Cid foi preso no Ceará na última quarta-feira (4), encerrando uma fuga que durava desde 2022. Apontado como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital, Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan é investigado por envolvimento em planos contra autoridades, incluindo o sequestro do senador Sérgio Moro e a possível execução de integrantes do Ministério Público de São Paulo. A prisão foi confirmada pelo governador cearense, Elmano de Freitas, e ocorreu após uma operação da Polícia Militar do Ceará em conjunto com forças especializadas.
A captura do criminoso representa um avanço relevante no combate ao crime organizado interestadual e reforça a integração entre as forças de segurança estaduais e federais.
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Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid, foi preso no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ele estava foragido desde 2022, quando conseguiu escapar de uma unidade prisional no estado de São Paulo. Desde então, era considerado um dos alvos prioritários das autoridades de segurança pública.
A abordagem ocorreu nas proximidades de um condomínio de alto padrão, após trabalho de inteligência da Polícia Militar do Ceará (PMCE). No momento da prisão, El Cid apresentou um documento de identidade falso, o que resultou também em autuação por falsidade ideológica.
Suspeita de planos contra autoridades e crimes de alta gravidade
O chefe do PCC El Cid é apontado pelas investigações como um dos articuladores de planos de ataque contra autoridades públicas. Entre eles está o plano de sequestro do senador Sérgio Moro, revelado em 2023, que mobilizou forças de segurança em diferentes estados.
Além disso, Piovesan é suspeito de participar da trama para assassinar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. O promotor atua há anos em investigações contra o PCC e já foi alvo de ameaças reiteradas.
Outro nome citado nas investigações é o de Roberto Medina, diretor dos presídios da Região Oeste paulista, também incluído em planos de execução atribuídos a integrantes da facção criminosa.
Governador confirma prisão e destaca periculosidade
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), confirmou a prisão por meio de suas redes sociais. Na publicação, classificou El Cid como “um dos bandidos mais perigosos do país” e elogiou a atuação da Polícia Militar do estado.
Segundo Elmano, o criminoso fugiu de São Paulo e tentou se esconder no Ceará, mas acabou localizado e preso. Após a captura, ele foi entregue à Polícia Federal, responsável pelos procedimentos legais e pelo encaminhamento ao sistema prisional adequado.
Mandados de prisão e crimes atribuídos a El Cid
De acordo com a PMCE, havia dois mandados de prisão em aberto contra o chefe do PCC El Cid, ambos expedidos pela Justiça de São Paulo. Os mandados se referem aos crimes de:
- associação ao tráfico de drogas;
- homicídio.
Esses crimes reforçam o histórico de atuação violenta do suspeito dentro da estrutura da facção criminosa, especialmente na região Oeste paulista.
Prisão da companheira ajudou a localizar o foragido
Horas antes da prisão de El Cid, a companheira dele foi detida no município de Iguatu, no interior do Ceará. Ela também foi autuada por falsidade ideológica, ao apresentar documentos irregulares.
A partir das informações levantadas durante essa abordagem, os policiais conseguiram identificar o possível paradeiro do foragido, o que levou à operação bem-sucedida no Eusébio.
Atuação integrada da PM e do BOPE
A ação contou com equipes do 15º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). O trabalho de inteligência foi fundamental para evitar confronto e garantir a prisão sem feridos.
Após a captura, a ocorrência foi apresentada à Polícia Federal, que dará continuidade às investigações e aos trâmites judiciais. O caso reforça a importância da cooperação entre forças estaduais e federais no enfrentamento ao crime organizado.
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