BYD Dolphin G DM-i pode chegar ao Brasil em 2027
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Foto: Divulgação
O BYD Dolphin G DM-i foi apresentado oficialmente pela montadora chinesa durante o Festival de Goodwood, na Inglaterra, e chamou atenção por reunir tecnologia super-híbrida plug-in, elevada autonomia e baixo consumo de combustível. Equipado com a plataforma DM-i, o hatch compacto é capaz de percorrer até 1.040 quilômetros com a bateria totalmente carregada e o tanque de combustível cheio. O lançamento marca a estreia do primeiro hatch compacto da BYD com essa tecnologia na Europa e reforça os planos da fabricante de ampliar sua presença global. A expectativa é que o modelo desembarque no Brasil entre o fim de 2026 e o início de 2027.
Além da autonomia acima da média, o BYD Dolphin G DM-i aposta em um sistema que prioriza a condução elétrica no dia a dia, oferecendo uma alternativa para consumidores que buscam reduzir o consumo de combustível sem depender exclusivamente da infraestrutura de recarga.
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BYD Dolphin G DM-i aposta na tecnologia super-híbrida para ampliar a autonomia
O grande destaque do novo modelo é a arquitetura DM-i (Dual Mode Intelligence), desenvolvida pela BYD para privilegiar a propulsão elétrica na maior parte do tempo. O conjunto mecânico combina um motor elétrico de 163 cavalos de potência com um motor a gasolina Xiaoyun de 1,5 litro, que atua principalmente como gerador de energia para a bateria.
Na prática, isso significa que, em trajetos urbanos, o veículo pode rodar até 105 quilômetros utilizando apenas eletricidade, sem consumir combustível. Quando a carga da bateria diminui, o motor a combustão entra em funcionamento para alimentar o sistema elétrico, garantindo maior eficiência energética.
Segundo os dados divulgados pela fabricante, com a bateria Blade de 18,3 kWh completamente carregada e o tanque abastecido, o hatch alcança uma autonomia combinada de 1.040 quilômetros, além de registrar consumo médio ponderado de até 85,6 km/l em condições específicas de homologação.
Esse sistema diferencia o BYD Dolphin G DM-i dos híbridos plug-in convencionais, nos quais o motor a combustão participa com mais frequência da movimentação das rodas.
Sistema híbrido entrega desempenho e eficiência
Outro ponto de destaque do lançamento é o desempenho. Como a tração é realizada predominantemente pelo motor elétrico, o hatch oferece respostas rápidas ao acelerador e funcionamento silencioso durante boa parte da condução.
De acordo com a BYD, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos, enquanto o gerenciamento entre os modos elétrico e híbrido ocorre automaticamente por meio de uma central eletrônica, sem necessidade de intervenção do motorista.
A proposta da fabricante é oferecer uma experiência semelhante à de um veículo totalmente elétrico, mas com a tranquilidade proporcionada pela autonomia ampliada do sistema híbrido.
Quatro versões serão oferecidas no mercado europeu
A BYD confirmou que o hatch será comercializado em quatro configurações na Europa.
A versão Active será a opção de entrada e utilizará bateria de 7,42 kWh, suficiente para proporcionar até 40 quilômetros de autonomia elétrica, além de carregador embarcado de 3,3 kW.
Já as versões Boost, Comfort e Sport receberão a bateria Blade de 18,3 kWh, compatível com carregamento rápido em corrente contínua de até 39 kW.
Segundo a montadora, esse sistema permite elevar o nível de carga da bateria de 10% para 80% em aproximadamente 26 minutos, reduzindo o tempo de espera durante viagens.
Espaço interno é um dos diferenciais do BYD Dolphin G DM-i
Embora seja classificado como hatch compacto, o BYD Dolphin G DM-i aproveita a arquitetura eletrificada para ampliar o espaço interno.
O veículo mede 4.160 milímetros de comprimento e possui entre-eixos de 2.610 milímetros, dimensões que favorecem o conforto para até cinco ocupantes.
O porta-malas também chama atenção ao oferecer 425 litros de capacidade, número superior ao encontrado em diversos hatches médios e até em alguns SUVs compactos.
Há ainda um compartimento oculto de 45 litros sob o assoalho para armazenar objetos menores. Com os bancos traseiros rebatidos, a capacidade de carga aumenta para 1.225 litros, ampliando a versatilidade para viagens e transporte de bagagens.
Tecnologia embarcada e equipamentos de segurança
No interior, o hatch traz painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas e um console central com dois níveis, enquanto o seletor de marchas foi reposicionado para a coluna de direção, liberando espaço entre os bancos dianteiros.
Nas versões superiores, a central multimídia passa a contar com integração nativa ao ecossistema Google, incluindo Google Maps e Google Assistente, além de projeção de informações no para-brisa (head-up display) e teto solar panorâmico.
Outro recurso disponível é a tecnologia Vehicle-to-Load (V2L), que permite utilizar a bateria do veículo para alimentar equipamentos eletrônicos externos.
Na área de segurança, o modelo reúne um pacote de assistentes à condução composto por controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, alerta de ponto cego, monitoramento da atenção do motorista e alerta de tráfego cruzado com frenagem autônoma de emergência.
Quando o BYD Dolphin G DM-i chega ao Brasil?
A BYD iniciará as vendas do hatch na Europa no próximo trimestre, com as primeiras entregas previstas entre setembro e outubro de 2026.
Após o lançamento europeu, a fabricante pretende expandir a comercialização para outros mercados, incluindo a América do Sul. Embora ainda não exista confirmação oficial sobre preços ou versões destinadas ao Brasil, a expectativa é que o BYD Dolphin G DM-i desembarque no país entre o final de 2026 e o início de 2027.
Com autonomia superior a mil quilômetros, foco na condução elétrica, ampla lista de equipamentos e tecnologia híbrida de última geração, o novo hatch chega como uma das principais apostas da BYD para disputar espaço em um segmento que deve ganhar força nos próximos anos. Caso seja lançado no mercado brasileiro, o modelo poderá ampliar a concorrência entre os veículos eletrificados e oferecer mais uma alternativa para consumidores interessados em reduzir o consumo de combustível sem abrir mão da praticidade nas viagens de longa distância.