Trump diz que EUA podem assumir controle do Estreito de Ormuz

Presidente dos Estados Unidos afirmou que o país pode atuar como "guardião" da rota marítima e propôs cobrar 20% sobre as cargas transportadas, em meio à escalada das tensões com o Irã.

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Última atualização:  13 de jul, 2026 às 13:46
Foto do presidente dos EUA, Donald Trump. Imagem: Daniel Torok/CC

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que pretende colocar o Estreito de Ormuz sob controle norte-americano caso a escalada das tensões com o Irã continue. Durante entrevista ao programa Fox & Friends, da Fox News, o republicano declarou que os EUA poderiam atuar como “guardiões” da rota marítima e defendeu a cobrança de uma taxa sobre as cargas que cruzarem a região.

Segundo Trump, o objetivo seria garantir a segurança da navegação em uma das principais vias de escoamento de petróleo do planeta. O presidente afirmou que os Estados Unidos deveriam ser compensados financeiramente pelos custos envolvidos nessa operação.

“Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de anjo da guarda do estreito. E deveríamos ser reembolsados ​​por isso”, disse.

Posteriormente, em publicação na rede Truth Social, Trump detalhou a proposta e disse que pretende cobrar o equivalente a 20% do valor das cargas transportadas pelo estreito. De acordo com ele, todos os países continuariam tendo livre acesso à passagem, enquanto o bloqueio seria direcionado apenas ao Irã e a embarcações ligadas ao país.

Críticas ao Irã e ameaça de novos ataques

Durante a entrevista, Trump voltou a acusar o governo iraniano de descumprir compromissos assumidos nas negociações entre os dois países.

O presidente afirmou que existia um acordo considerado concluído, mas que, segundo sua versão, foi rompido por Teerã. Ele também sinalizou que os Estados Unidos responderão com novos ataques caso o Irã mantenha ações consideradas hostis.

As declarações marcam uma mudança de tom em relação ao posicionamento adotado semanas atrás, quando Trump havia indicado que não pretendia impor qualquer tipo de cobrança para a utilização do Estreito de Ormuz.

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As declarações ocorrem em um momento de recrudescimento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Nas últimas semanas, novos ataques e contra-ataques elevaram a instabilidade na região do Golfo Pérsico. Paralelamente, aumentaram as incertezas sobre a continuidade do acordo provisório firmado entre Washington e Teerã no mês passado, que buscava restabelecer a segurança da navegação e abrir espaço para novas negociações diplomáticas.

Autoridades iranianas também endureceram o discurso. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o período de acordos unilaterais chegou ao fim e cobrou o cumprimento dos compromissos assumidos pelos Estados Unidos.

Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio mundial

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.

Qualquer interrupção ou restrição na região costuma provocar impactos imediatos sobre os preços internacionais da energia, além de pressionar a inflação e elevar os custos do comércio global.

Diante da nova escalada nas tensões, investidores e governos acompanham de perto os desdobramentos, já que novas restrições à navegação podem afetar diretamente o abastecimento energético e aumentar a volatilidade dos mercados internacionais.

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Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.