Em nova ameaça, Trump diz que “uma civilização inteira morrerá esta noite”
O presidente dos EUA estabeleceu prazo final para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz e feche acordo com Washington
Imagem: Al Drago/Getty Images/Reprodução via Vanity Fair.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, em referência ao Irã, enquanto se aproxima o prazo estabelecido por Washington para que o país reabra o Estreito de Ormuz.
A declaração foi publicada na rede Truth Social poucas horas antes do limite estipulado pelo governo norte-americano para um acordo. Trump determinou que Teerã tem até as 20h no horário da costa leste dos Estados Unidos (21h em Brasília) para aceitar as condições e permitir novamente o tráfego na rota estratégica.
No texto, o presidente afirmou que não deseja que o cenário descrito aconteça, mas indicou que isso pode ocorrer caso não haja acordo.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu.
Trump também criticou o regime iraniano, que está no poder há mais de quatro décadas, e afirmou que uma eventual mudança política poderia abrir caminho para transformações no país.
Prazo final aumenta tensão no conflito
O prazo estabelecido por Trump para um acordo ocorre após semanas de escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, além de ataques em diferentes países do Oriente Médio.
Segundo o governo americano, caso o acordo não seja alcançado e o estreito permaneça fechado, Washington poderá intensificar ataques contra infraestrutura estratégica iraniana.
Ao longo das últimas semanas, Trump já havia feito ultimatos semelhantes, ampliando ou adiando os prazos em diferentes momentos do conflito.
Especialistas e analistas internacionais também apontam que ataques deliberados contra infraestrutura civil podem levantar questionamentos legais e humanitários no cenário internacional.
Irã mobiliza população diante das ameaças
Antes da publicação do presidente americano, autoridades iranianas convocaram a população a proteger instalações consideradas estratégicas.
Em transmissão da televisão estatal, Alireza Rahimi, identificado como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, pediu que cidadãos formem correntes humanas ao redor de usinas de energia e pontes no país. O chamado foi direcionado especialmente a jovens, atletas, artistas, estudantes e professores.
Enquanto isso, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que a população dos Estados Unidos deveria responsabilizar seu próprio governo pelo que classificou como uma “guerra injusta e agressiva”.
Mais cedo nesta terça-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que milhões de cidadãos iranianos estariam dispostos a se sacrificar em defesa do país.
A escalada nas declarações ocorre em um momento de forte tensão geopolítica e de preocupação global com os impactos da guerra no Oriente Médio, especialmente no mercado de energia, já que o Estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.
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