Brasil reduz perdas florestais em 2025 e influencia queda global, aponta estudo
O Brasil registrou uma queda de 42% nas perdas de cobertura arbórea em 2025, segundo dados do Global Forest Watch.
Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Brasil reduz perdas florestais em 2025 ao registrar uma queda de 42% na perda de cobertura arbórea em florestas tropicais úmidas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Global Forest Watch, iniciativa do World Resources Institute (WRI). O levantamento mostra que o país perdeu 1,6 milhão de hectares no período, consolidando um recuo relevante após anos de pressão sobre os biomas.
A redução ocorreu principalmente ao longo de 2025, em diferentes regiões do país, e foi impulsionada por políticas públicas, maior fiscalização e mudanças no uso da terra. O resultado também teve impacto direto no cenário internacional, contribuindo para a queda global na perda de florestas tropicais.
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O fato de que o Brasil reduz perdas florestais em 2025 ajudou a puxar a queda global de 35% na destruição de florestas tropicais úmidas. Em todo o mundo, foram perdidos 4,3 milhões de hectares em 2025, contra 6,7 milhões no ano anterior.
Apesar do avanço, o Brasil ainda aparece como o país com maior perda em termos absolutos, sendo responsável por mais de 37% da área total desmatada. Isso ocorre devido à grande extensão territorial e à presença de vastas áreas de floresta tropical, especialmente na Amazônia.
Queda é puxada por redução no desmatamento sem incêndios
Um dos principais fatores que explicam por que o Brasil reduz perdas florestais em 2025 foi a diminuição das perdas não relacionadas a incêndios. Esse tipo de perda — que inclui desmatamento, corte raso e degradação natural — caiu 41% em relação a 2024.
Segundo Elizabeth Goldman, o país atingiu o menor nível desse indicador desde o início da série histórica, em 2001. O dado indica melhora no controle do desmatamento direto, considerado o principal vetor de destruição florestal.
Ações coordenadas explicam melhora nos resultados
Especialistas apontam que o fato de o Brasil reduzir perdas florestais em 2025 está ligado a uma atuação conjunta entre governo, setor privado e sociedade civil. Entre as medidas adotadas, destacam-se a intensificação da produção em áreas já desmatadas, programas de incentivo à preservação e mecanismos de pagamento por serviços ambientais.
Para Mirela Sandrini, esse esforço coletivo foi fundamental para alcançar os resultados. Além disso, iniciativas como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) reforçam o alinhamento do país com estratégias globais de sustentabilidade.
Estados lideram redução, mas Maranhão destoa
A melhora não foi homogênea em todo o território nacional. Estados como Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima concentraram mais de 40% da redução registrada.
Por outro lado, o Maranhão foi o único estado a apresentar aumento na perda de cobertura arbórea, indicando que desafios regionais ainda persistem e exigem políticas específicas.
Diferença de metodologia amplia análise ambiental
Os dados que mostram que o Brasil reduz perdas florestais em 2025 foram produzidos pelo laboratório GLAD, da Universidade de Maryland. O método utilizado difere do sistema oficial brasileiro, o Prodes.
Enquanto o Prodes mede principalmente o desmatamento, o Global Forest Watch inclui outros fatores, como corte seletivo e perdas naturais. Ainda assim, os resultados são considerados consistentes e alinhados com os dados oficiais, que também apontam queda no desmatamento recente
Incêndios seguem como principal desafio ambiental
Mesmo com a melhora geral, os incêndios continuam sendo uma das maiores ameaças às florestas. Globalmente, esse tipo de ocorrência segue entre os principais responsáveis pela perda de cobertura arbórea.
Nos últimos anos, o impacto do fogo sobre as florestas tropicais aumentou significativamente, refletindo efeitos das mudanças climáticas e eventos extremos.
Meta global ainda distante
Embora o fato de que o Brasil reduz perdas florestais em 2025 seja considerado positivo, especialistas alertam que o ritmo atual ainda é insuficiente para cumprir metas internacionais.
Atualmente, o mundo está cerca de 70% acima do necessário para zerar a perda florestal até 2030, compromisso firmado por mais de 140 países. O desafio envolve equilibrar crescimento econômico, produção de alimentos e preservação ambiental.