BNDES lucra R$ 15,2 bilhões em 2025 e amplia crédito à economia
Banco de fomento registra alta nas consultas e aumenta desembolsos
Foto: Divulgação/BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorrente de R$ 15,2 bilhões em 2025, com alta de 15,4% em relação ao ano anterior. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (17) e reflete o aumento na demanda por crédito e a ampliação das operações de financiamento ao longo do período.
O desempenho ocorreu em um cenário de retomada gradual da atividade econômica, com maior busca por recursos para investimentos produtivos. Segundo o banco, o crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão das concessões de crédito e pelo avanço nos desembolsos.
Demanda por crédito cresce no ano
As consultas por financiamentos, que indicam o interesse inicial de empresas em obter crédito, somaram R$ 389,2 bilhões em 2025. O valor representa um aumento de 19% na comparação com 2024.
Esse movimento sinaliza maior disposição de empresas em investir, especialmente em projetos de expansão, modernização e infraestrutura. A alta também acompanha a necessidade de financiamento em setores estratégicos da economia.
Aprovações e desembolsos avançam
O BNDES aprovou R$ 237,9 bilhões em crédito ao longo de 2025, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Entre os setores beneficiados, a indústria se destacou, com R$ 71 bilhões em financiamentos aprovados.
Já os desembolsos, recursos efetivamente liberados, atingiram cerca de R$ 170 bilhões, alta de 27% frente a 2024. Esse indicador é visto como um dos principais termômetros do impacto direto do banco na economia.
Impacto na economia
O aumento das operações do BNDES reforça o papel do banco como agente de financiamento de longo prazo no Brasil. A expansão do crédito pode contribuir para estimular investimentos, gerar empregos e apoiar a atividade econômica em diferentes setores.
Para o mercado, os dados indicam um ambiente mais favorável ao crédito direcionado, mesmo em um cenário ainda marcado por juros elevados.
A tendência é que o desempenho do banco continue sendo influenciado pela demanda das empresas e pelas condições macroeconômicas nos próximos meses.
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