Governo projeta arrecadação extra bilionária com alta do petróleo

Equipe econômica calcula impacto positivo de até R$ 8,5 bilhões por mês nas receitas federais com avanço do preço do petróleo.

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Última atualização:  18 de maio, 2026 às 15:45
Plataforma de petróleo offshore com panorama do Rio de Janeiro, Brasil Imagem: Envato Elements.

O Ministério da Fazenda estima que a disparada nos preços internacionais do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, poderá gerar um aumento significativo na arrecadação federal ao longo de 2026. Segundo projeções da equipe econômica, o impacto pode alcançar cerca de R$ 8,5 bilhões por mês em receitas brutas para a União.

A estimativa inicial foi apresentada nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica (SPE). De acordo com a secretária da área, Débora Freire, os números ainda estão em fase preliminar e podem sofrer revisões nas próximas semanas.

Segundo os cálculos da SPE, aproximadamente R$ 7 bilhões mensais devem vir das chamadas receitas administradas, como IRPJ, CSLL e Imposto de Exportação. Outros R$ 1,5 bilhão podem ser originados das receitas não administradas.

Petróleo mais caro reforça projeção de receitas do governo

A equipe econômica trabalha atualmente com um preço médio anual de US$ 91,2 para o barril do petróleo Brent. O parâmetro foi utilizado nos cálculos fechados em 7 de maio, segundo informou Rafael Leão.

Nos bastidores do governo, a expectativa é que a valorização da commodity continue impulsionando a arrecadação federal nos próximos meses. A estimativa interna aponta que o impacto positivo pode alcançar aproximadamente R$ 40 bilhões adicionais em 2026.

O tema já integra as discussões do próximo relatório bimestral de receitas e despesas da União, previsto para ser divulgado na próxima segunda-feira (24).

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Apesar da perspectiva de aumento na arrecadação, integrantes da equipe econômica evitam tratar o cenário como espaço livre para expansão de gastos públicos.

Segundo fontes do Executivo, existe preocupação com o aumento de pressões políticas por novos benefícios tributários e ampliação de despesas setoriais. O agronegócio aparece entre os setores monitorados pelo governo em meio às discussões fiscais.

Em nota, a SPE afirmou que o crescimento da arrecadação permite ao governo atuar de forma “firme e responsável” diante dos impactos econômicos provocados pela alta dos combustíveis.

Alta dos combustíveis preocupa área econômica

O governo federal também acompanha os efeitos fiscais das medidas adotadas para amenizar o impacto da alta dos combustíveis sobre consumidores e empresas.

Recentemente, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que as ações já implementadas possuem custo estimado em R$ 13 bilhões em apenas dois meses.

Técnicos da equipe econômica, no entanto, avaliam que o impacto poderá ultrapassar R$ 30 bilhões caso o conflito internacional permaneça por mais de quatro meses. O cenário prolongado já é considerado internamente como uma hipótese possível dentro do Executivo.

Com informações de Valor Econômico/Brasil 247.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.