A Allos (ALOS3), empresa que nasceu da fusão entre a Aliansce Sonae e BRMalls, revelou na última quinta-feira (09) que possui um plano desinvestimento que pode gerar até R$1 bilhão em recursos, simultaneamente à divulgação de um lucro líquido de R$91,1 milhões no primeiro trimestre de 2024 (1T24).

Este plano, aprovado pelo conselho de administração da operadora de shopping centers, abrange desinvestimentos totais e parciais em ativos que, em conjunto, podem alcançar até R$1 bilhão.

Segundo a Allos, essa medida está em consonância com a estratégia da empresa de focar sua participação em shoppings considerados significativos e capazes de proporcionar crescimento sustentado a longo prazo. 

Nesse panorama, a empresa anunciou a venda integral de sua participação no Top Shopping, no Estado do Rio de Janeiro, por R$111,5 milhões.

Devido a esse novo plano, a empresa revisou suas projeções de alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, para uma faixa de 1,4 vez a 1,9 vez. Anteriormente, a expectativa era de um indicador entre 1,9 vez e 2,3 vezes.

O conselho da empresa também aprovou a possibilidade de adquirir até 15% do Shopping Rio Sul, também situado no Rio de Janeiro, por meio de uma ou mais operações, sujeitas ao cumprimento de condições prévias, como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Desempenho financeiro da Allos no 1T24

Além disso, a Allos divulgou seu desempenho financeiro do primeiro trimestre de 2024 (1T24), com um lucro líquido abaixo da expectativa média do mercado, que era de R$118,7 milhões. 

O Ebitda ajustado da empresa atingiu R$453,3 milhões no período, um aumento de 9,7% em comparação com o ano anterior, com uma margem Ebitda ajustada de 72,8%.

A receita líquida nos três meses encerrados em março totalizou R$622,5 milhões, representando um aumento de 8,7% em relação ao ano anterior. Após ajustes, a receita líquida alcançou R$616,4 milhões (+6,5%).

Ademais, a companhia também anunciou um novo programa de recompra de até 20 milhões de ações, equivalente a até 3,9% do capital da empresa, com duração de um ano.

Em relação aos desinvestimentos recentes mencionados anteriormente, a Allos afirmou em seu balanço que até o momento foram recebidos R$1,5 bilhão entre o quarto trimestre do ano passado e maio deste ano.

Gabryella Mendes

Redatora do Melhor Investimento.