Ibovespa bate recorde, mas estas ações estão nas mínimas de 5 anos

Queda histórica! Enquanto o Ibovespa renova recordes, CSAN3, RAIL3, POSI3 e TRAD3 acumulam perdas expressivas e seguem nas mínimas de até cinco anos.

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17 de jan, 2026 às 15:00
ações nas mínimas de 5 anos Crédito: Shutterstock

O Ibovespa renovou máximas históricas em 2025, impulsionado por expectativas de cortes de juros, fluxo estrangeiro e valorização de grandes bancos e empresas exportadoras.

Ainda assim, nem todas as ações acompanham o rali da Bolsa. CSAN3, RAIL3, POSI3 e TRAD3 seguem na contramão do mercado e acumulam quedas expressivas nos últimos cinco anos, segundo dados de mercado.

Os números mostram que, mesmo em ciclos positivos, empresas com problemas estruturais, alta alavancagem ou mudanças no modelo de negócios podem destruir valor no longo prazo.

CSAN3: Cosan perde quase 74% do valor em cinco anos

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As ações da Cosan (CSAN3) acumulam queda de 73,97% nos últimos cinco anos, negociadas na faixa de R$ 5, próximo das mínimas históricas. O desempenho reflete a combinação de alto endividamento, complexidade societária e dificuldades na desalavancagem do grupo.

O mercado segue atento à performance de ativos estratégicos, como Rumo e Raízen, além da sensibilidade da holding ao ambiente de juros elevados, que pressiona o custo da dívida.

RAIL3: Rumo cai 35% apesar de atuação defensiva

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Mesmo atuando em um setor considerado mais previsível, a Rumo (RAIL3) acumula desvalorização de 35,11% em cinco anos, com as ações negociadas ao redor de R$ 13,50.

A companhia enfrenta pressão de custos, revisões de expectativas de crescimento e dúvidas sobre o retorno dos investimentos em expansão da malha ferroviária. O papel perdeu força especialmente a partir de 2024, período marcado por maior cautela do mercado com empresas intensivas em capital.

POSI3: Positivo perde valor com margens pressionadas

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A Positivo Tecnologia (POSI3) registra queda de 11,91% em cinco anos, negociada abaixo de R$ 4. Apesar de menos expressiva que outras do grupo, a performance negativa chama atenção por ocorrer em um período de forte digitalização da economia.

A empresa sofre com margens comprimidas, menor demanda por hardware e maior concorrência, especialmente após o pico de vendas observado durante a pandemia.

TRAD3: TC despenca quase 96% e simboliza destruição de valor

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O caso mais extremo é o da TC S.A. (TRAD3). As ações acumulam queda de 95,90% nos últimos cinco anos, negociadas perto de R$ 3,70, após terem superado R$ 90 no auge.

A forte desvalorização reflete queda no número de usuários, mudanças no modelo de negócios, baixa previsibilidade de receitas e perda de confiança do mercado. O papel se tornou um dos exemplos mais citados de destruição de valor recente na B3.

Ibovespa em alta não significa ganhos generalizados

O desempenho dessas ações reforça um alerta importante para o investidor: alta do índice não garante valorização de todos os papéis. Em ciclos de otimismo, empresas com fundamentos frágeis podem continuar em queda, enquanto o índice sobe puxado por poucos setores.

Analistas destacam que ações em mínimas de vários anos podem representar oportunidades assimétricas, mas também armadilhas clássicas de “valor barato”, exigindo análise aprofundada de dívida, geração de caixa e sustentabilidade do negócio.

Nota: Este conteúdo possui caráter jornalístico e informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Para orientações personalizadas, consulte um assessor de investimentos.

Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.