Seguro viagem: o que observar antes de contratar

Acidente grave com influenciadora reacende alerta sobre seguro viagem no Brasil e os riscos financeiros de viajar sem cobertura médica.

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Última atualização:  19 de jan, 2026 às 22:24
seguro viagem Freepik

O grave acidente sofrido pela influenciadora e nutricionista Flávia Bueno, que resultou em uma lesão na medula espinhal e em lesões cerebrais, chama atenção não apenas pela complexidade do quadro clínico, mas também pelas dificuldades enfrentadas pela família para garantir atendimento especializado.

Sem plano de saúde, Flávia precisou ser transferida para um hospital particular em São Paulo, onde passou por cirurgias de alta complexidade. O custo do tratamento ultrapassou R$ 1 milhão.

Além do impacto físico e emocional, o caso expõe um ponto sensível para quem viaja ou está fora da sua cidade de origem: a ausência de cobertura médica adequada em situações de emergência.

Seguro viagem x Plano de saúde

Mesmo em viagens nacionais, o seguro viagem pode ser decisivo em casos de acidentes graves ou imprevistos de saúde.

De acordo com Tiago Villas Boas, sócio-diretor da Be.smart, muitas pessoas deixam de contratar o seguro por já possuírem plano de saúde de abrangência nacional, sem considerar coberturas que normalmente não estão incluídas nesses contratos.

“Planos de saúde, em geral, não cobrem itens como translado médico ou regresso sanitário, que são extremamente importantes em casos graves e podem custar dezenas de milhares de reais. Um seguro-viagem bem estruturado cobre esse tipo de situação”, explica Villas Boas.

O que o seguro viagem cobre?

As coberturas variam conforme o contrato, mas, segundo Villas Boas, vão além do atendimento médico básico.

“O seguro viagem pode cobrir desde extravio de bagagem e voo cancelado, que têm relação direta com a viagem, até coberturas mais complexas, como despesas médicas por acidente ou doença, translado médico e, em casos mais graves, cobertura para falecimento e traslado do corpo”, detalha.

Em situações como a enfrentada pela influenciadora, que exigem UTI, cirurgias e possível remoção entre cidades, esses serviços podem representar um custo elevado para as famílias.

O que observar antes de contratar um seguro viagem

Para evitar surpresas, Villas Boas destaca três pontos essenciais na hora da contratação.

“Primeiro, entender a abrangência do seguro e todas as coberturas incluídas. Segundo, saber exatamente como acionar o seguro, se o atendimento é simples e se funciona 24 horas. Isso precisa estar claro para o viajante e para quem estiver com ele”, orienta.

O terceiro ponto envolve atenção aos limites de cobertura por evento, um detalhe frequentemente ignorado.

“Muita gente olha apenas o valor principal e não se aprofunda nos detalhes. Às vezes a cobertura para extravio de bagagem é de R$ 100, sendo que uma mala hoje custa muito mais do que isso. É fundamental analisar cada item”, alerta.

Não existe uma cobertura mínima única

Questionado sobre uma cobertura mínima recomendada, Villas Boas afirma que a resposta depende do perfil da viagem.

“Vai depender do tempo, dos meios de transporte, se a pessoa vai dirigir, se vai praticar atividades, se ficará em resort ou fará passeios. Por isso, a melhor escolha é conversar com um profissional qualificado para definir a cobertura adequada para aquela viagem específica”, conclui.

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.