O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reiterou seu pedido ao Banco Central para reduzir a taxa de juros e argumentou que, ao manter a taxa Selic em 13,75%, o Banco Central está efetivamente aumentando o juro real do país. Ele fez essas declarações durante um almoço organizado pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) nesta terça-feira (20), um dia antes da decisão de política monetária do Copom. É esperado que o comitê anuncie a manutenção da taxa básica de juros do país na quarta-feira.

O ministro afirmou que o Banco Central não está simplesmente mantendo a taxa de juros, mas sim aumentando-a mensalmente ao longo do ano. Ele argumentou que, dado que a inflação está em queda, manter a taxa em 13,75% resulta em um aumento da taxa de juros real. Rui Costa defendeu a necessidade de reduzir a Selic para impulsionar o crescimento do Brasil. Ele questionou se é justificável manter a taxa em 13,75% para combater uma inflação projetada de 5%, quando anteriormente era necessário o mesmo remédio para combater uma inflação de 8%, 9% ou 7%. Ele destacou que há um consenso de que é extremamente exagerado e sem propósito o Brasil ter a maior taxa de juros real do mundo.

Reforma tributária

O Ministro da Casa Civil anunciou que o Ministério do Planejamento irá propor alterações na tributação de renda no país durante o segundo semestre.

O colaborador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que essa medida não está relacionada à reforma tributária em debate no Congresso Nacional, a qual ele acredita que deve ser votada antes do recesso parlamentar de julho. Ele afirmou que o sistema tributário brasileiro é como o oposto do personagem Robin Hood, ou seja, beneficia os mais ricos em detrimento dos mais pobres.

Rui Costa também mencionou que o Brasil está experimentando uma queda constante na inflação, que não é apenas temporária, o que, em sua opinião, reforça a necessidade de redução da taxa de juros pelo Banco Central.

PAC

Além disso, o ministro declarou que os itens, projetos e investimentos que farão parte do novo Programa de Aceleração do Investimento (PAC) foram definidos em uma reunião realizada pela manhã. Os detalhes completos serão divulgados em julho.

Rui Costa enfatizou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o programa seja fiscalmente responsável, visando fechar o ano com um déficit menor do que o autorizado pelo Congresso. Ele mencionou o objetivo de buscar constantemente melhorar a qualidade dos gastos públicos.

O Ministro da Casa Civil afirmou que o governo está comprometido com a estabilidade fiscal e tem a meta de atingir um superávit de 1% do PIB nas contas públicas até 2026. Ele também ressaltou a importância da previsibilidade e da segurança jurídica como conceitos relevantes para o governo.

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.