10 criptomoedas para investir em julho de 2026
Bitcoin, Ethereum, Solana e outros ativos seguem no radar em um mercado que sente pela queda do seu maior representante.
Imagem: Envato Elemenrs.
As criptomoedas seguem entre os investimentos que mais chamam a atenção dos brasileiros, , mas o comportamento dos preços em 2026 tem exigido mais cautela. Em um ano marcado por incertezas na economia global, com juros altos e tensões geopolíticas que afetam os investimentos de risco, a busca por projetos com utilidade real e fundamentos sólidos ganhou força.
Para quem procura a melhor criptomoeda para investir hoje, é importante compreender a tese por trás de cada ativo virou a principal estratégia para mitigar riscos e capturar valor no longo prazo.
Para ajudar a mapear esse cenário, o Melhor Investimento reuniu 10 criptomoedas para investir em julho de 2026, destacando os projetos mais acompanhados por analistas e os fatores que podem influenciar seu desempenho nos próximos meses. Confira!
O cenário das criptomoedas em julho de 2026
Em julho, o mercado de criptomoedas inicia o mês sob expectativa de recuperação após um período de forte correção, marcado pela queda de 20% do Bitcoin e por um ambiente macroeconômico desafiador.
Entre os principais fatores acompanhados pelos investidores estão:
- Juros elevados nos Estados Unidos;
- Menor fluxo de capital institucional;
- Rotação mais seletiva entre os criptoativos;
- Oscilações do Bitcoin abaixo de importantes níveis de preço;
- Força do dólar e valorização do ouro;
- Migração de recursos para ações ligadas à inteligência artificial.
Nesse contexto, analistas avaliam que o mercado tende a privilegiar projetos com fundamentos sólidos, utilidade comprovada e maior capacidade de atravessar um cenário de incertezas.
1. Bitcoin (BTC)
O Bitcoin continua sendo a principal referência do mercado de criptomoedas. A maior criptomoeda do mundo segue ocupando uma posição central nas carteiras de muitos investidores institucionais e individuais.
Em suma, o BTC costuma ser visto como uma espécie de “porto seguro” dentro do próprio universo cripto, já que tende a apresentar menor volatilidade quando comparado a diversas altcoins. Seu principal diferencial permanece sendo a escassez programada, com oferta limitada a 21 milhões de unidades.
Atualmente a cripto pioneira está em queda livre, mas em geral, os analistas argumentam que ainda é possível acreditar em uma recuperação esse ano. Segundo Marcelo Person, diretor da Foxbit, o mês de julho será decisivo para analisar a entrada de capital institucional e o fôlego para uma retomada de preços.
Para Vinicius Bazan, CEO da Underblock, o otimismo é sustentado pelo cenário macroeconômico: “Temos o DXY para baixo, liquidez aumentando, troca de comando no Federal Reserve e provável injeção de liquidez nos EUA. O Trump não vai querer perder as eleições de meio de mandato”, afirmou ao Valor Econômico.
2. Ethereum (ETH)
O Ethereum mantém sua posição como a principal infraestrutura para aplicações descentralizadas. Embora já não seja o que foi um dia, grande parte do setor de finanças descentralizadas (DeFi), tokenização de ativos, stablecoins e NFTs ainda continua utilizando sua rede.
Prova disso é que a rede detém metade dos US$ 31,5 bilhões em ativos tokenizados do mercado mundial. Para muitos analistas, uma recuperação mais ampla do mercado costuma passar primeiro pelo Ethereum antes de alcançar outras criptomoedas.
Segundo Person, a liderança do Ethereum se justifica na maturidade do seu ecossistema, e em fatores como expansão das soluções de camada 2 (Layer 2) e avanço das stablecoins.
Destaques
- Liderança em contratos inteligentes;
- Forte presença institucional;
- Ecossistema consolidado.
3. Solana (SOL)
A Solana segue entre os projetos mais relevantes do setor e, para alguns analistas, sua influência este mês supera a do Ethereum em determinados indicadores. É o que defende André Franco, CEO da Boost Research, ao apontar que a Solana assumiu o espaço do Ethereum como principal tese de exposição a uma camada base.
Segundo ele, o ecossistema se beneficia tanto do seu ETF à vista (negociado desde outubro de 2025) quanto da rotação institucional, captando a liquidez que sai dos ETFs de Bitcoin.
Sua proposta é oferecer uma blockchain capaz de processar milhares de transações por segundo com taxas reduzidas. Nos últimos anos, a rede ganhou espaço em áreas como finanças descentralizadas, jogos blockchain, NFTs e Sistemas de pagamento.
Atualizações técnicas em desenvolvimento também podem aumentar ainda mais a velocidade de processamento da rede.
4. Hyperliquid (HYPE)
A Hyperliquid desponta aqui como uma das criptomoedas mais recomendadas das casas de análise, , sendo quase uma unanimidade entre os especialistas. Em 2026, o ativo se transformou em uma das maiores surpresas do mercado.
O projeto opera uma plataforma descentralizada de negociação de derivativos e contratos perpétuos. Um dos fatores que mais chama atenção dos investidores é o modelo de recompra de tokens, no qual parte das receitas geradas pela plataforma é utilizada para adquirir HYPE no mercado.
Essa dinâmica cria uma ligação direta entre o crescimento da plataforma e a demanda pelo token.
Principais diferenciais
- Crescimento acelerado do ecossistema;
- Geração própria de receita;
- Forte atividade de negociação.
5. Aave (AAVE)
Além de ser um dos protocolos mais tradicionais do setor de finanças descentralizadas, a Aave também se destaca em julho como uma das grandes apostas das casas de análise. Coinext, Foxbit e MB destacam o projeto como uma das principais apostas em infraestrutura financeira descentralizada, apoiada por um protocolo amplamente utilizado para empréstimos e liquidez.
O protocolo continua entre os líderes do segmento DeFi e vem ampliando sua atuação em iniciativas ligadas à tokenização de ativos reais. Por meio da plataforma, usuários podem emprestar ou tomar empréstimos utilizando criptomoedas como garantia, sem necessidade de intermediários.
Para investidores que buscam exposição ao setor de crédito descentralizado, a Aave segue sendo uma das principais referências do mercado.
6. Chainlink (LINK)
O Chainlink desempenha um papel fundamental na infraestrutura do mercado cripto. Seu objetivo é conectar dados do mundo real às blockchains por meio dos chamados “oráculos”. Isso permite que contratos inteligentes utilizem informações externas, como preços de ativos, dados climáticos, indicadores econômicos e informações corporativas.
Com o avanço da tokenização de ativos reais, a demanda por soluções desse tipo pode continuar crescendo.
A tese de infraestrutura da criptomoeda ganha força neste mês, com foco em tokenização, interoperabilidade e pontes com o sistema financeiro tradicional. Entre os catalisados desse movimento é o Project Pangea, um consórcio de mais de 50 bancos europeus e sul-coreanos, responsáveis por US$ 10 trilhões em ativos.
A ideia é será utilizar o protocolo CCIP da Chainlink, a rede Swift e o padrão ISO 20022 para testar liquidações cambiais com stablecoins.
7. Ondo Finance (ONDO)
A Ondo Finance é um protocolo cripto pioneiro na tokenização de títulos do Tesouro americano. A relevância da plataforma no segmento de RWA (Real World Assets) acompanha a forte expansão desse mercado, que ultrapassou a marca de US$ 33 bilhões on-chain em 2026.
O projeto é um dos principais exemplos de alinhamento com os grandes players do setor financeiro tradicional. Atualmente, a Ondo participa da fase inicial de produção limitada do piloto de tokenização da DTCC, atuando diretamente ao lado de gigantes institucionais como BlackRock, JPMorgan e Goldman Sachs.
O que chama atenção
- Liderança em RWA;
- Chancela de Wall Street;
- Posicionamento de mercado.
8. Pendle (PENDLE)
O Pendle (PENDLE) atua na vanguarda das finanças descentralizadas ao inaugurar um mercado focado na tokenização e negociação de rendimentos futuros. Integrado a redes importantes como Ethereum, Arbitrum e Avalanche, o protocolo utiliza um formador de mercado automatizado próprio para processar suas operações com eficiência.
A proposta atrai investidores interessados em infraestrutura financeira on-chain que apresente utilidade clara e fluxos de receita sustentáveis.
Para julho, o potencial do projeto é referendado por grandes players do setor, com a Coinext apontando o ativo como um elo forte com a tendência de ativos do mundo real e o Mercado Bitcoin enquadrando a plataforma na tese de finanças descentralizadas que geram valor concreto.
9. Arbitrum (ARB)
O Arbitrum (ARB) atua na escalabilidade do Ethereum operando por meio de Rollups, uma tecnologia que processa as transações fora da cadeia principal para depois agrupá-las e registrá-las na blockchain mãe. Esse mecanismo preserva a segurança original da rede base enquanto reduz drasticamente o congestionamento.
Atualmente, o protocolo mantém o topo do ranking entre as soluções de segunda camada em termos de atividade e valor total bloqueado, impulsionado pela busca constante por taxas menores e pela expansão de aplicações on-chain.
Na análise da Foxbit, o cenário atual de julho tende a evidenciar ainda mais o papel indispensável que as ferramentas de infraestrutura e escalabilidade exercem para sustentar o ecossistema do Ethereum.
Pontos fortes
- Tecnologia Rollups;
- Referência em soluções de segunda camada;
- Importante para sustentabilidade do ecossistema Ethereum.
10. Stellar (XLM)
A Stellar (XLM) também figura entre os projetos alinhados à crescente adoção institucional. Diferentemente de criptomoedas voltadas principalmente como reserva de valor, a rede foi desenvolvida para facilitar pagamentos e liquidações financeiras, permitindo transferências rápidas e de baixo custo entre diferentes moedas e sistemas.
Por isso, é vista como uma solução relevante para remessas internacionais e infraestrutura de pagamentos. O desenvolvimento do ecossistema é liderado pela Stellar Development Foundation (SDF), organização sem fins lucrativos responsável por expandir a adoção da rede globalmente.
Como escolher criptomoedas para investir?
Antes de investir em qualquer ativo digital, vale analisar alguns fatores fundamentais:
- Utilidade do projeto: entenda qual problema a criptomoeda busca resolver e se existe demanda real pela solução oferecida.
- Equipe e desenvolvimento: projetos com desenvolvimento ativo costumam apresentar maior capacidade de adaptação ao longo do tempo.
- Adoção do mercado: número de usuários, parceiros e aplicações construídas na rede são indicadores relevantes.
- Liquidez: ativos com maior volume de negociação tendem a apresentar menor dificuldade para compra e venda.
- Gestão de risco: mesmo criptomoedas consolidadas podem sofrer quedas expressivas. Por isso, a diversificação continua sendo uma estratégia importante.
Qual é a melhor criptomoeda para investir hoje?
A melhor criptomoeda para investir hoje depende dos objetivos, prazo de investimento e tolerância ao risco de cada investidor.
Enquanto Bitcoin e Ethereum costumam ser vistos como os ativos mais consolidados do setor, projetos como Solana, Hyperliquid, Chainlink e Aave oferecem exposição a tendências específicas, como finanças descentralizadas, tokenização e inteligência artificial.
Independentemente da escolha, é importante lembrar que o mercado de criptomoedas continua sendo altamente volátil.
Por isso, estudar os fundamentos dos projetos e manter uma estratégia compatível com o próprio perfil de risco é essencial para tomar decisões mais conscientes.
FAQ
Entre as criptomoedas mais acompanhadas pelos analistas para julho de 2026 estão Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Solana (SOL), Hyperliquid (HYPE), Aave (AAVE), Chainlink (LINK), Ondo Finance (ONDO), Pendle (PENDLE), Arbitrum (ARB) e Stellar (XLM). Cada uma possui características e catalisadores próprios que podem influenciar seu desempenho.
As criptomoedas continuam atraindo investidores devido ao potencial de valorização e ao avanço da tecnologia blockchain. No entanto, o mercado permanece volátil, o que exige cautela, diversificação e foco no longo prazo.
Não existe uma única resposta para essa pergunta. Bitcoin e Ethereum costumam ser as opções mais consolidadas do mercado, enquanto projetos como Solana, Chainlink e Hyperliquid podem oferecer maior potencial de crescimento, mas também apresentam riscos mais elevados.
Disclaimer: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco e podem apresentar forte volatilidade, incluindo perdas significativas de capital em curtos períodos. Antes de investir, avalie seu perfil de risco, seus objetivos financeiros e, se necessário, consulte um profissional habilitado. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros.