A XP avaliou os resultados do primeiro trimestre de 2024 (1T24) da Cosan (CSAN3) e recomendou a compra das ações, com um preço-alvo de R$ 31,80 e um potencial de alta de 95,93%.

No entanto, a XP destacou que não houve grandes surpresas, pois a maioria das subsidiárias da Cosan já havia divulgado seus resultados previamente e ressaltou a redução significativa do prejuízo líquido como um ponto positivo do balanço.

Segundo a corretora, as atualizações sobre os segmentos corporativos Moove e Radar, que representam uma parte menor do portfólio da Cosan, não devem impactar significativamente o desempenho das ações da empresa no mercado.

A XP notou uma queda de 15% no Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) proforma consolidado da Cosan, que atingiu R$ 5,3 bilhões. O prejuízo líquido foi de R$ 192 milhões, uma melhora substancial em comparação ao prejuízo de R$ 904 milhões no mesmo período do ano anterior.

A dívida líquida da Cosan, excluindo as participações na Vale (VALE3) e ações preferenciais, diminuiu cerca de R$ 200 milhões, totalizando R$ 22,7 bilhões. A relação dívida líquida/Ebitda consolidada ficou em 2,3 vezes, refletindo uma administração eficaz da dívida. A XP destacou a “robustez financeira da Cosan, com liquidez suficiente na holding para cobrir os vencimentos dos próximos três anos”.

Participação na Vale

Em relação à participação na Vale, a Cosan revisou sua estratégia de investimento. No mês de maio de 2024, a participação direta na mineradora foi ajustada para 4,15%, com um call spread adicional de 1,43%, ligeiramente inferior aos 1,60% do primeiro trimestre de 2023.

A Cosan afirmou que o objetivo dessa operação é otimizar sua estrutura de capital. A empresa também reiterou sua visão de longo prazo sobre o investimento na Vale, considerando-o um ativo “relevante na composição do portfólio de ativos da Cosan”.

Gabryella Mendes

Redatora do Melhor Investimento.