Nova política da Volvo: cobrança por carregamento de carros elétricos de outras marcas
A partir desta quarta-feira (10), a Volvo Car Brasil implementará uma nova política que impactará diretamente os proprietários de carros elétricos de outras marcas que utilizam seus pontos de recarga. A medida estabelece uma taxa de R$ 4 por kWh consumido durante o carregamento. Além da cobrança por kWh, a Volvo também introduzirá duas novas taxas para os clientes de marcas concorrentes. No início da recarga, será aplicada uma taxa de conectividade de R$ 2,5. Adicionalmente, uma taxa de ociosidade de R$ 5 por minuto será cobrada quando o veículo estiver carregado e ocupando a vaga, sem necessidade de carregamento.
Essa mudança representa um marco significativo, considerando que a Volvo é uma das líderes em investimentos em infraestrutura de recarga no Brasil. A montadora já instalou mais de mil pontos de recarga em diversas cidades e está em processo de implementação de 101 eletropostos rápidos ao longo das rodovias do país. Clientes que possuem veículos Volvo não serão afetados pela nova política e continuarão a desfrutar do carregamento gratuito em todos os pontos de recarga da montadora.
Segundo Marcelo Godoy, presidente da Volvo Car Brasil, a implementação das novas taxas faz parte de um processo estratégico mais amplo de eletrificação da frota no país. Até o momento, 52 dos 101 eletropostos planejados já foram instalados, cobrindo uma extensão de 19 mil quilômetros em rotas que conectam 37 localidades. A medida é vista como um passo crucial para o desenvolvimento seguro e abrangente da infraestrutura de carregamento elétrico no Brasil, contribuindo para uma maior adoção de veículos elétricos e reduzindo as emissões de carbono no país.
Atualmente, aproximadamente 75% das recargas nos pontos da Volvo são realizadas por clientes de outras marcas, indicando uma demanda crescente por infraestrutura de carregamento elétrico no mercado brasileiro. A Volvo destaca que sua rede de eletropostos já conecta trajetos de longa distância, como de Foz do Iguaçu ao litoral Norte do Rio de Janeiro, e está focada na expansão para áreas estratégicas, como as rotas do agronegócio em Mato Grosso.