Trump anuncia plano para proteger Bitcoin de ameaças quânticas
Plano de cibersegurança dos EUA menciona Bitcoin e tecnologias de blockchain como áreas estratégicas diante dos avanços da computação quântica.
Imagem: Envato Elements.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma nova estratégia de cibersegurança que inclui medidas para proteger criptomoedas e tecnologias baseadas em blockchain contra possíveis ameaças futuras associadas à computação quântica.
O documento foi divulgado pela Casa Branca na sexta-feira (6) e menciona explicitamente o setor de criptoativos no capítulo dedicado às tecnologias críticas e emergentes. A estratégia afirma que o governo pretende fortalecer a segurança digital para preservar a liderança tecnológica dos Estados Unidos.
Entre as iniciativas citadas está o incentivo ao desenvolvimento de criptografia pós-quântica, considerada essencial para proteger sistemas digitais e redes baseadas em blockchain.
Estratégia inclui proteção para criptomoedas
No texto da estratégia, o governo americano afirma que pretende construir cadeias de suprimentos tecnológicas mais seguras, com foco na proteção da privacidade e da integridade de sistemas digitais.
O documento destaca que os Estados Unidos apoiarão tecnologias capazes de reforçar a segurança de criptomoedas e de plataformas baseadas em blockchain.
Segundo a estratégia, o país também pretende acelerar a adoção de mecanismos criptográficos capazes de resistir a avanços da computação quântica, tecnologia que pode transformar a capacidade de processamento de dados nas próximas décadas.
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Avanço da computação quântica preocupa setor cripto
O avanço da computação quântica levanta debates sobre a segurança das criptomoedas, incluindo o Bitcoin. No futuro, computadores quânticos suficientemente potentes poderiam quebrar os sistemas criptográficos utilizados atualmente por várias redes digitais.
Embora esse cenário ainda não seja imediato, especialistas apontam que o protocolo do Bitcoin poderá precisar de atualizações para se tornar resistente a ataques desse tipo.
Empresas de tecnologia como Google e IBM vêm registrando avanços no desenvolvimento de computadores quânticos, o que tem intensificado discussões sobre os riscos de longo prazo para sistemas criptográficos.
Possível “Q-Day” preocupa especialistas
Entre os cenários discutidos pela comunidade tecnológica está o chamado “Q-Day”, momento hipotético em que uma máquina quântica suficientemente poderosa seria capaz de quebrar sistemas de criptografia amplamente utilizados.
No caso do Bitcoin, isso poderia expor endereços antigos e carteiras digitais consideradas vulneráveis. Estimativas indicam que valores superiores a US$ 700 bilhões poderiam ser afetados caso essa tecnologia se torne operacional no futuro.
Entre os ativos potencialmente vulneráveis estariam inclusive carteiras atribuídas ao misterioso criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto.
Especialistas dizem que risco ainda é distante
Apesar das preocupações, pesquisadores afirmam que a ameaça da computação quântica ainda está distante.
De acordo com um estudo da CoinShares, os computadores quânticos atuais ainda estão muito longe de possuir capacidade suficiente para comprometer a segurança do Bitcoin.
Segundo os analistas da empresa, os sistemas quânticos disponíveis hoje seriam de 10 mil a 100 mil vezes menos potentes do que o necessário para representar uma ameaça real à criptografia da rede.
Dessa forma, riscos mais concretos só seriam esperados a partir da década de 2030 ou depois, o que dá tempo para que desenvolvedores e a comunidade cripto implementem soluções de segurança adequadas.
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