Nesta segunda-feira (8), os títulos do Tesouro Direto apresentam uma performance mista, refletindo as últimas projeções do Boletim Focus sobre a inflação e os rumores em torno da próxima liderança do Banco Central. Esses elementos têm impacto direto nas decisões de investimento.

Títulos do Tesouro Direto: IPCA+ 2035

O título IPCA+ 2035 registra uma taxa de 6,28%, marcando o menor valor das últimas duas semanas. Esta queda é resultado de expectativas desfavoráveis para o IPCA, beneficiando investidores que aproveitaram as altas remunerações da semana anterior.

IPCA+ 2029 e 2045

Enquanto o IPCA+ 2029 mantém estabilidade na taxa de 6,36%, o prazo mais longo, para 2045, apresenta uma leve queda para 6,33%. Isso representa uma diminuição de 0,20 ponto percentual em relação à taxa da última sexta-feira e é 0,20 ponto percentual inferior aos 6,53% registrados na última terça-feira.

Projeções de inflação segundo o Boletim Focus

As projeções de inflação para 2024 subiram para 4,02%, marcando a nona semana consecutiva de alta. Para 2025, a previsão também avançou, passando de 3,87% para 3,88% em uma décima elevação consecutiva.

Sucessão no Banco Central e seu impacto

A nomeação esperada de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central, prevista para agosto por Lula da Silva, gerou um alívio nas taxas dos títulos de inflação. Este movimento está diretamente ligado à expectativa do mercado em relação às políticas monetárias futuras.

Repercussões no mercado financeiro

O mercado financeiro reagiu significativamente às projeções de inflação revisadas e às perspectivas da nova liderança do Banco Central. Estas variáveis têm desempenhado um papel crucial na formação das taxas dos títulos do Tesouro Direto, refletindo um ambiente de incertezas e adaptações estratégicas por parte dos investidores.

Julia Peres

Redatora do Melhor Investimento.