A Rede D’Or (RDOR3) anunciou nesta terça-feira (11) que planeja recomprar até R$ 1 bilhão em ações próprias, conforme comunicado oficial. O objetivo desse programa de recompra é manter as ações em tesouraria para eventual cancelamento ou venda futura, visando maximizar o valor para os acionistas da empresa.

Normalmente, as empresas iniciam programas de recompra quando acreditam que suas ações estão subvalorizadas. No acumulado do ano, as ações da Rede D’Or registraram uma queda de 2,1%.

Segundo o comunicado, a recompra está limitada a 30 milhões de ações ordinárias, representando menos de 10% dos papéis em circulação.

O programa terá duração de um ano, começando em 12 de junho de 2024 e se estendendo até 11 de junho de 2025. Se as recompras forem realizadas, os recursos virão da reserva de lucros da empresa.

Rede D’Or (RDOR3) dobra lucro no 1T24

A Rede D’Or anunciou um lucro líquido de R$840,3 milhões no primeiro trimestre de 2024 (1T24), representando um aumento de 176,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O lucro líquido ajustado para o 1T24 alcançou R$892,9 milhões, registrando um crescimento de 138,8% em relação ao ano anterior. Já o retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 18,5% entre janeiro e março deste ano, um aumento de 1,6 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado totalizou R$2,181 bilhões no primeiro trimestre de 2024, apresentando um aumento de 35% em relação ao mesmo período de 2023.

A margem Ebitda ajustada para o primeiro trimestre deste ano foi de 17,6%, representando um aumento de 3,3 pontos percentuais em comparação com o 1T23. A receita líquida alcançou R$12,373 bilhões no primeiro trimestre deste ano, mostrando um crescimento de 9,3% em comparação com o mesmo período de 2023.

Já as despesas gerais e administrativas totalizaram R$672 milhões no 1T24, registrando um aumento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2023. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$403,5 milhões no primeiro trimestre de 2024, representando uma redução de 25,1% em comparação com as perdas financeiras do 1T23.

Em 31 de março de 2024, a dívida líquida da empresa era de R$17,524 bilhões, um aumento de 13% em comparação com o mesmo período de 2023.

Por fim, o indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, foi de 2,2 vezes em março de 2023, mostrando uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2023.

Gabryella Mendes

Redatora do Melhor Investimento.