RD Saúde (RADL3) surpreende no 4º trimestre com “efeito Ozempic” e ações sobem 2,5%

A RD Saúde (RADL3) apresentou resultados acima das expectativas no quarto trimestre de 2025, impulsionada pelo crescimento de 14,5% nas vendas em lojas maduras e pelo avanço dos medicamentos GLP-1, como Ozempic e Wegovy, que já representam 10% do faturamento.

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Última atualização:  04 de mar, 2026 às 22:56
Fachada moderna de uma farmácia Raia ao lado de uma unidade Drogasil, destacando as identidades visuais branca, azul e vermelha das marcas sob um céu azul. Foto: Divulgação/RD Saúde

A RD Saúde (RADL3) surpreendeu o mercado no quarto trimestre de 2025 ao apresentar resultados acima das expectativas, impulsionados pelo chamado “efeito Ozempic”. O balanço foi divulgado na terça-feira (3) e levou as ações a subirem 2,51%, encerrando a quarta-feira (4) cotadas a R$ 24,53. O movimento ocorreu na B3, em meio à leitura positiva de bancos de investimento, que reiteraram recomendação de compra para os papéis.

O que aconteceu foi um desempenho operacional mais forte do que o esperado. Quando aconteceu? No quarto trimestre de 2025, com divulgação nesta semana. Onde? No mercado brasileiro, com repercussão direta na bolsa. Como? Por meio de forte crescimento nas vendas em lojas maduras, avanço expressivo de medicamentos GLP-1 e diluição de despesas. E por quê? Porque a demanda aquecida, especialmente por canetas emagrecedoras, elevou a receita e melhorou a alavancagem operacional.

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Ações sobem e bancos reforçam recomendação

Após a divulgação do balanço, a RD Saúde (RADL3) recebeu reforço de confiança de grandes instituições financeiras.

O BTG Pactual reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 30. O Bradesco BBI manteve classificação outperform, com preço-alvo de R$ 27. Já a XP Investimentos também reforçou recomendação de compra.

Os analistas destacaram que a RD Saúde conseguiu crescer acima da inflação do setor e mostrou resiliência mesmo diante de pressões pontuais nas margens.

RD Saúde (RADL3) acelera vendas com “efeito Ozempic”

O principal destaque do trimestre foi o crescimento de 14,5% nas vendas em lojas maduras (MSSS), indicador que mede o desempenho de unidades abertas há mais de um ano. O avanço quase dobrou o ritmo observado no trimestre anterior, de 7,8%.

A receita bruta consolidada atingiu R$ 13 bilhões, alta de 20% na comparação anual.

Grande parte desse desempenho veio dos medicamentos da classe GLP-1, como o Ozempic e o Wegovy, que já representam cerca de 10% do faturamento total da companhia. Segundo o BTG Pactual, os medicamentos de marca cresceram 31% no ano, impulsionados principalmente por esses produtos.

A XP Investimentos afirmou que a tendência deve continuar como um “vento favorável” para a RD Saúde nos próximos trimestres, reduzindo receios de desaceleração na procura por esses fármacos.

Para entender outros movimentos do setor de varejo farmacêutico, veja também nossa cobertura sobre resultados corporativos e desempenho de empresas listadas na bolsa.

Receita forte impulsiona Ebitda acima do esperado

Mesmo com lucro líquido ajustado de R$ 362 milhões — queda de 5% na comparação anual — o mercado avaliou que o resultado foi consistente.

O Ebitda ajustado cresceu 38%, totalizando R$ 936 milhões, enquanto a margem Ebitda atingiu 7,2%. O Itaú BBA destacou que o indicador ficou aproximadamente 8% acima das estimativas, refletindo receita mais forte e diluição de despesas gerais e administrativas.

O crescimento das vendas permitiu ganho de eficiência operacional, mesmo com aumento de investimentos em pessoal e estrutura.

HPC e canal digital ganham relevância

Outro ponto positivo foi o avanço de 18% na categoria de Higiene, Perfumaria e Cosméticos (HPC). O desempenho ajudou a aliviar preocupações sobre maior concorrência nesse segmento.

Além disso, o canal digital já representa quase 30% das vendas totais da RD Saúde. Para o Bradesco BBI, a empresa demonstrou competitividade relevante durante a Black Friday, fortalecendo sua presença online.

Margens pressionadas pelo mix de vendas

Apesar do forte crescimento, a margem bruta recuou 0,2 ponto percentual. O principal fator foi o aumento da participação dos medicamentos GLP-1 no mix de vendas, que possuem margens menores para as farmácias.

Ainda assim, a companhia conseguiu compensar essa pressão com controle de custos e diluição de despesas administrativas.

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