Puma prevê novo prejuízo e cancela dividendos em tentativa de recuperação

A Puma projeta um prejuízo operacional entre 50 e 150 milhões de euros em 2026 e decidiu cancelar seu dividendo anual.

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Última atualização:  26 de fev, 2026 às 10:39
Fachada moderna da sede da Puma, apresentando um edifício de arquitetura contemporânea com grandes painéis de vidro. Em destaque, o icônico logotipo do "jumping cat" da Puma em branco está aplicado sobre a vidraça frontal. Ao lado, parte de uma estrutura vermelha vibrante contrasta com o céu azul e poucas nuvens. Foto: Divulgação

A Puma prevê mais um prejuízo anual e, em anúncio recente, decidiu cancelar seu dividendo de 2026, enquanto o CEO Arthur Hoeld traça estratégias para recuperar a marca alemã de roupas esportivas. A empresa projeta um prejuízo operacional entre 50 e 150 milhões de euros (US$59 a US$177 milhões), reforçando os desafios enfrentados no mercado global.

O resultado de 2025 já havia sido negativo, com um prejuízo de 357,2 milhões de euros, embora levemente abaixo da estimativa de 374,3 milhões feita pelos analistas. A medida de suspender dividendos mostra que a Puma está priorizando recursos para investimentos estratégicos e reestruturação, buscando retomar competitividade frente a rivais como Adidas e Nike.

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Prejuízo anual e suspensão de dividendos

A notícia mais relevante para investidores e acionistas é que a Puma prevê novo prejuízo anual em 2026, marcando o segundo ano consecutivo de resultados negativos significativos. O cancelamento do dividendo anual, tradicionalmente pago aos acionistas, sinaliza que a empresa está direcionando recursos para fortalecer a operação global e expandir sua presença estratégica.

Segundo o CEO Arthur Hoeld, a prioridade imediata é garantir estabilidade financeira enquanto prepara a marca para retomar crescimento. Ele ressaltou que a projeção de prejuízo operacional entre 50 e 150 milhões de euros considera ajustes de mercado, custos de reestruturação e investimentos em tecnologia e marketing.

O resultado de 2025, apesar de negativo, trouxe um alívio parcial ao registrar prejuízo de 357,2 milhões de euros, ligeiramente abaixo do esperado pelos analistas. Isso mostra que, embora o cenário seja desafiador, a Puma consegue controlar melhor alguns gastos operacionais.

Entrada da Anta como investidora estratégica

Um ponto central da tentativa de recuperação da Puma é a entrada da Anta, maior marca de roupas esportivas da China, como investidora estratégica. A empresa chinesa adquiriu 29% das ações da Puma, fortalecendo o capital e permitindo o lançamento de novas iniciativas de expansão, especialmente no mercado asiático.

Hoeld comentou durante teleconferência com jornalistas:

“Vamos acelerar o impulso da marca Puma para alcançar sucesso comercial no futuro.”

A parceria com a Anta também abre espaço para sinergias comerciais e acesso a novos canais de distribuição, especialmente na China, onde a Anta já possui forte presença. Essa movimentação visa recuperar a participação da Puma em mercados-chave, onde perdeu terreno para concorrentes nos últimos anos.

Impacto nas vendas na China e estratégia de mercado

Apesar da entrada da Anta, o impacto nas vendas na China pode ser sentido no curto prazo. A Anta adota uma estratégia direta ao consumidor, que difere do modelo tradicional da Puma de vender seus produtos via varejistas parceiros. Essa mudança pode gerar ajustes na cadeia de distribuição, mas Hoeld acredita que a transição é necessária para alavancar o crescimento sustentável a longo prazo.

Além da China, a Puma planeja fortalecer suas operações digitais, investindo em e-commerce, marketing digital e parcerias estratégicas, para competir com rivais globais que já possuem presença consolidada no online.

Contexto do CEO e planos para o futuro

Arthur Hoeld, ex-diretor de vendas da Adidas, assumiu o cargo de CEO da Puma em julho. Sua experiência em grandes marcas esportivas é vista como um trunfo na reestruturação da empresa. Ele pretende implementar mudanças significativas na gestão de vendas, marketing e operações, com foco em eficiência e rentabilidade.

O CEO já deixou claro que o objetivo é transformar a Puma em uma marca mais competitiva e resiliente, equilibrando investimentos em inovação e expansão internacional com controle de custos operacionais.

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