Ex-presidente do Rioprevidência é preso em investigação no âmbito do Banco Master
Deivis Marcon Antunes foi detido pela Polícia Federal após suspeitas de gestão fraudulenta e aplicações bilionárias de alto risco ligadas ao Banco Master.
Imagem: Rioprevidência/Reprodução via Carta Capital
A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal prenderam nesta semana o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, no desdobramento das investigações que envolvem operações financeiras ligadas ao Banco Master.
Prisão ocorreu durante deslocamento ao Rio
Deivis foi detido após retornar dos Estados Unidos. Ele desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alugou um carro para seguir viagem rumo ao Rio de Janeiro. No trajeto, acabou interceptado por agentes da PRF em Itatiaia.
Após a abordagem, o ex-dirigente foi conduzido à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, transferido para a capital fluminense, onde deve responder aos procedimentos judiciais.
A prisão faz parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio.
Leia também:
Investimentos de alto risco estão sob investigação
Deivis deixou o comando do Rioprevidência em 23 de janeiro, poucos dias após a primeira etapa da operação policial. Ele é investigado por suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção na administração do fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, durante sua gestão e a de outros dois ex-diretores, o fundo aplicou cerca de R$ 1 bilhão em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. Esses papéis são considerados de risco elevado e não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Os investigadores avaliam que os investimentos teriam exposto recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões a um nível de risco incompatível com a finalidade do fundo previdenciário. Ao todo, nove operações realizadas entre o fim de 2023 e meados de 2024 estão sendo analisadas.
Possíveis crimes e restrições anteriores
As apurações buscam esclarecer a eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta, desvio de recursos, fraude à fiscalização, indução de erro a órgão público, associação criminosa e corrupção passiva.
Em outubro de 2025, o Tribunal de Contas já havia determinado que o Rioprevidência suspendesse novos investimentos ligados ao banco e alertado para indícios de gestão temerária dos recursos.
De acordo com a PF, os mandados de prisão temporária foram fundamentados em suspeitas de tentativa de obstrução das investigações e possível ocultação de provas. As investigações seguem em curso.
Gostou deste conteúdo? Siga o Melhor Investimento nas redes sociais: