Petrobras ainda avalia corte no preço da gasolina, diz Magda Chambriard

A presidente da estatal afirmou que a queda do petróleo é analisada com cautela e reforça compromisso de equilibrar preços ao consumidor e participação de mercado

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Última atualização:  01 de jul, 2026 às 16:54
Presidente da Petrobras Magda Chambriard. Imagem: Rafael Pereira/ Agência Petrobras/Reprodução.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que ainda considera prematuro discutir uma redução no preço da gasolina, mesmo após a recente queda das cotações internacionais do petróleo e dos reajustes promovidos pela companhia no diesel e no querosene de aviação (QAV).

A declaração foi feita durante o lançamento da Seleção Petrobras Cultural, no Rio de Janeiro. Segundo a executiva, a companhia acompanha constantemente o comportamento do mercado internacional, mas evita repassar oscilações momentâneas aos consumidores.

“Estamos olhando tudo isso com muita calma e muito profissionalismo. Queremos oferecer produtos que caibam no bolso da sociedade brasileira, mas também precisamos preservar o mercado da Petrobras”, afirmou.

Magda explicou que a política comercial da estatal considera os preços praticados no mercado global, mas busca evitar mudanças frequentes que possam aumentar a volatilidade dos combustíveis no Brasil.

Segundo ela, a estratégia é encontrar um equilíbrio entre competitividade, sustentabilidade financeira e atendimento aos consumidores. “Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais, mas sem internacionalizar a volatilidade e a ansiedade do mercado”, declarou.

Querosene de aviação tem dinâmica diferente

Ao comentar a redução de 14,46% no preço médio do querosene de aviação vendido às distribuidoras, equivalente a cerca de R$ 0,81 por litro, a presidente destacou que esse combustível segue uma dinâmica distinta da gasolina.

De acordo com Magda Chambriard, os contratos do QAV possuem prazos mais longos e seus reajustes acompanham diretamente o comportamento do mercado internacional.

Ela lembrou ainda que, quando houve forte alta do combustível nos últimos meses, a Petrobras optou por parcelar parte dos reajustes para reduzir os impactos ao setor aéreo. Agora, com a queda das cotações internacionais do petróleo, o movimento ocorre no sentido contrário.

As declarações ocorreram um dia após a Petrobras anunciar um corte de R$ 0,35 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras. Segundo a companhia, a redução foi motivada pelo recuo das cotações internacionais do petróleo após a diminuição das tensões no Oriente Médio, especialmente depois do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã.

Os reajustes do querosene de aviação, por sua vez, são realizados mensalmente, conforme contratos firmados entre a Petrobras e as distribuidoras.

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Queda do petróleo

Questionada sobre os impactos da queda do petróleo nos investimentos da estatal, Magda afirmou que todos os projetos continuam sendo avaliados com rigor financeiro. Segundo ela, apenas iniciativas consideradas economicamente viáveis seguirão adiante.

“Não vamos fazer nenhum projeto antieconômico. Todos passam pelo crivo da nossa carteira de investimentos e precisam apresentar o retorno esperado para a empresa”, afirmou.

A presidente ressaltou que a Petrobras busca equilibrar o atendimento à sociedade com a geração de valor para seus acionistas, tanto públicos quanto privados. “Temos foco em retorno, disciplina de capital e responsabilidade com todos os nossos investidores”, concluiu.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.