Preço do etanol sobe na média nacional, apesar de queda em três Estados

O preço do etanol avançou na média nacional na semana encerrada em 24 de janeiro, com alta registrada em 17 Estados, segundo a ANP.

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27 de jan, 2026 às 17:00
Primeiro plano de bicos de bombas de combustível coloridos em um posto, com foco seletivo no bico branco à esquerda e os demais ao fundo levemente desfocados. Foto: Pixabay

O preço do etanol registrou alta na maior parte do País na semana encerrada em 24 de janeiro, mesmo com reduções pontuais em alguns Estados, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As informações, compiladas pelo AE-Taxas, mostram que o biocombustível ficou mais caro em termos médios, mantendo-se pouco competitivo frente à gasolina na maior parte do território brasileiro.

Na média nacional, o preço do etanol subiu 0,88% em relação à semana anterior, alcançando R$ 4,61 o litro. O movimento reflete ajustes regionais de oferta e demanda, além de fatores sazonais ligados à produção e à logística de distribuição.

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De acordo com o levantamento da ANP, os preços médios do etanol hidratado subiram em 17 Estados, caíram em outros três e no Distrito Federal, e permaneceram estáveis em cinco unidades da federação. No Amapá, não houve coleta de dados no período analisado.

O comportamento desigual dos preços reforça a influência de fatores regionais, como distância dos polos produtores, custos de transporte e dinâmica local de consumo. Para entender melhor essas diferenças, o leitor pode acessar conteúdos relacionados sobre combustíveis e energia já publicados no site, em links internos que detalham a formação de preços no setor.

São Paulo concentra consumo e registra avanço nos preços

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor do biocombustível, além de concentrar o maior número de postos pesquisados, o preço do etanol apresentou alta de 1,38%, chegando a R$ 4,42 o litro.

O desempenho paulista tem peso relevante na média nacional, dado o volume de comercialização. Ajustes nos preços no Estado costumam refletir rapidamente no indicador nacional, especialmente em períodos de entressafra ou de menor oferta de cana-de-açúcar.

Maiores altas e quedas semanais do preço do etanol

Entre as variações observadas na semana, a maior alta porcentual ocorreu no Maranhão, onde o preço médio avançou 1,89%, alcançando R$ 4,85 o litro.

Na outra ponta, a maior queda semanal foi registrada em Mato Grosso, com recuo de 0,66%, levando o valor médio para R$ 4,55 o litro. O Estado, localizado próximo a importantes áreas produtoras, costuma apresentar preços mais sensíveis às oscilações de oferta.

Diferença de preços nos postos e entre Estados

O levantamento da ANP também revela grande disparidade nos valores praticados nos postos. O menor preço do etanol encontrado na semana foi de R$ 3,69 o litro, registrado em São Paulo. Já o maior valor chegou a R$ 6,49, observado em Pernambuco.

Quando analisados os preços médios estaduais, o menor patamar foi identificado em Mato Grosso do Sul, com média de R$ 4,20 o litro, enquanto o Amazonas apresentou o preço médio mais elevado, de R$ 5,49 o litro.

Essas diferenças evidenciam o impacto da logística e da estrutura de distribuição sobre o preço final ao consumidor, tema que já foi abordado em análises anteriores disponíveis em links internos do portal.

Competitividade do etanol frente à gasolina segue limitada

Apesar de ser uma alternativa renovável e menos poluente, o preço do etanol seguiu competitivo em relação à gasolina em apenas um Estado brasileiro na semana passada: Mato Grosso do Sul.

Na média nacional, a paridade entre etanol e gasolina ficou em 72,83%, nível considerado desfavorável ao biocombustível, já que, tradicionalmente, o etanol é mais vantajoso quando custa até cerca de 70% do preço da gasolina.

Em Mato Grosso do Sul, no entanto, a paridade ficou em 69,08%, com o litro do etanol a R$ 4,20, tornando o combustível mais atrativo para os motoristas locais.

Avaliação do setor e perspectiva para o consumidor

Executivos do setor de combustíveis destacam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade acima de 70%, dependendo do modelo do veículo, da eficiência do motor e do perfil de consumo. Veículos flex mais modernos, por exemplo, tendem a apresentar melhor desempenho com o biocombustível.

Ainda assim, enquanto o preço do etanol permanecer elevado na maior parte do País, a gasolina deve continuar sendo a opção preferida de muitos consumidores, sobretudo em regiões onde a diferença de preços é mais acentuada.

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