Polícia Civil do RJ cria núcleo para rastrear criptomoedas usadas em crimes
NuCripto dará apoio às investigações sobre lavagem de dinheiro, fraudes eletrônicas e movimentações ilegais com ativos digitais.
Imagem: PCERJ/Reprodução.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou a criação do Núcleo de Apoio às Investigações com Ativos Virtuais (NuCripto), unidade especializada no rastreamento de criptomoedas e outros ativos digitais utilizados em atividades criminosas.
O novo núcleo terá a missão de prestar suporte técnico às delegacias em investigações que envolvam transações financeiras realizadas no ambiente digital, ampliando a capacidade da corporação no combate a crimes cibernéticos e financeiros.
Segundo a Polícia Civil, a iniciativa responde ao crescimento do uso de criptomoedas em esquemas de lavagem de dinheiro, fraudes eletrônicas, golpes virtuais e outras práticas ilícitas.
Equipe vai rastrear movimentações com ativos digitais
O NuCripto será formado por profissionais especializados na identificação, análise e rastreamento de operações envolvendo criptoativos. A unidade dará suporte às investigações que buscam identificar a origem e o destino de recursos movimentados por meio de criptomoedas, especialmente em casos relacionados a organizações criminosas.
Conforme a corporação, o objetivo é dificultar o uso de ativos digitais para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro obtido de forma ilegal.
Fazendas clandestinas de mineração
A criação do núcleo também foi motivada por investigações recentes conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Durante operações realizadas no estado, agentes localizaram fazendas clandestinas de mineração de criptomoedas instaladas em comunidades e municípios da Baixada Fluminense.
Entre os locais identificados estão o Complexo do Lins, o Complexo da Maré e cidades da região metropolitana. Nas ações, foram apreendidos centenas de equipamentos de alto desempenho utilizados na mineração de ativos digitais.
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Uso de energia furtada
Segundo as apurações, boa parte dos equipamentos funcionava com ligações clandestinas de energia elétrica, conhecidas popularmente como “gatos de luz”.
Além do furto de energia, as investigações indicam que organizações criminosas passaram a utilizar tecnologias ligadas aos ativos digitais para movimentar recursos e diversificar suas fontes de financiamento.
Com a criação do NuCripto, a Polícia Civil pretende ampliar sua capacidade de rastrear transações envolvendo criptomoedas e fortalecer o combate aos crimes financeiros praticados no ambiente digital.