Petróleo acima de US$ 100 reacende debate sobre preço dos combustíveis no Brasil
XP traça cenários para Petrobras e diz preferir PRIO no setor
Petróleo (Imagem: REUTERS/Christian Hartmann)
A disparada do Brent crude oil, que voltou a superar US$ 100 por barril, reacendeu no mercado financeiro o debate sobre possíveis reajustes de combustíveis no Brasil e os impactos para as empresas do setor.
Segundo análise da XP Inc., os efeitos para a Petrobras (PETR4) dependem principalmente de um fator: o repasse da alta internacional para os preços domésticos de gasolina e diesel.
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Caso a estatal ajuste os preços dos combustíveis, o impacto pode ser relevante. A casa estima que a empresa poderia gerar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões adicionais em fluxo de caixa livre para cada US$ 10 de alta no barril.
Além disso, a expansão dos spreads de refino também poderia ampliar a geração de caixa da companhia.
Sem reajuste nos combustíveis, ganho diminui
Se os preços internos não acompanharem o mercado internacional, os ganhos seriam bem menores.
Nesse cenário, os benefícios viriam principalmente das exportações de petróleo bruto, limitando o impacto positivo para cerca de US$ 2 bilhões a US$ 2,5 bilhões para cada US$ 10 de alta no barril.
XP reforça preferência por petroleiras independentes
Mesmo com o cenário favorável ao setor, a XP Inc. mantém preferência por PRIO, que tende a capturar de forma mais direta os ganhos com a alta do petróleo por não enfrentar o mesmo risco de controle de preços que a Petrobras.
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