Reservas da Petrobras (PETR4) crescem em 2025 e animam analistas

PETR4 registra alta de 6,1% nas reservas provadas em 2025, segundo critérios da SEC. InvestSmart XP vê números como positivos para o crescimento futuro.

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Última atualização:  30 de jan, 2026 às 11:19
Petrobras (PETR4) frustra com dividendos abaixo do esperado; veja datas e valores Foto: Pxhere

A Petrobras (PETR4) divulgou a revisão anual de suas reservas provadas de óleo, condensado e gás natural referentes ao fim de 2025, trazendo resultados considerados positivos pelo mercado.

Segundo análise de Mônica Araújo, estrategista de renda variável e empresas da InvestSmart XP, os números reforçam a capacidade de crescimento futuro da companhia, além de evidenciar domínio técnico e competitividade de custos, fatores centrais para empresas do setor de exploração e produção.

De acordo com o critério da SEC (U.S. Securities and Exchange Commission), as reservas provadas da Petrobras atingiram 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 2025, sendo 84% de óleo e condensado e 16% de gás natural. O volume representa um crescimento de 6,1% em relação a 2024, quando as reservas somavam 11,4 bilhões de boe. O cálculo considera tanto a produção realizada ao longo do ano quanto as adições líquidas de novas reservas certificadas.

Outro indicador relevante foi o Índice de Reposição de Reservas (IRR), que alcançou 175% em 2025, acima dos 154% registrados em 2024. Esse indicador é amplamente acompanhado pela indústria por medir a capacidade da companhia de repor, por meio de novas descobertas e revisões técnicas, volumes superiores aos extraídos no período.

Com isso, a relação entre reservas provadas e produção (R/P) ficou em 12,5 anos, levemente abaixo dos 13,2 anos observados no ano anterior.

Para a estrategista da InvestSmart XP, a redução é reflexo do forte crescimento da produção de petróleo nos últimos anos e as metas ambiciosas da companhia para o futuro, o que eleva o desafio de manter níveis tão robustos de reposição.

Dessa maneira, a expectativa do mercado se volta para o avanço da exploração em novas fronteiras com alto potencial, como a Margem Equatorial, vista como estratégica para sustentar o crescimento da produção e das reservas no médio e longo prazo.

Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.