Pesquisa Meio/Ideia aponta Tarcísio como adversário mais competitivo de Lula no segundo turno

A pesquisa Meio/Ideia divulgada em janeiro de 2026 indica empate técnico entre o presidente Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.

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Última atualização:  13 de jan, 2026 às 10:41
Fotografia aproximada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira (13) mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é hoje o nome da oposição com melhor desempenho em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento indica um cenário de empate técnico, sugerindo uma disputa altamente equilibrada caso as eleições presidenciais de 2026 se confirmem nesses moldes.

Os dados reforçam a leitura de que, entre os principais nomes do campo oposicionista, Tarcísio desponta como o adversário mais competitivo de Lula, enquanto outros possíveis candidatos aparecem mais distantes nas simulações eleitorais.

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De acordo com a pesquisa Meio/Ideia, Lula registra 44,4% das intenções de voto em um cenário de segundo turno contra Tarcísio de Freitas, enquanto o governador paulista aparece com 42,1%. A diferença está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico entre os dois.

O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 12 de janeiro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas, com 2.000 eleitores em todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06731/2026.

O resultado chama atenção pelo fato de Tarcísio, até o momento, não se colocar oficialmente como pré-candidato ao Palácio do Planalto, apesar de liderar os cenários mais competitivos fora do campo petista.

Tarcísio lidera oposição, mas nega candidatura presidencial

Mesmo com desempenho expressivo na pesquisa Meio/Ideia, Tarcísio de Freitas tem reiterado publicamente que não pretende disputar a Presidência da República em 2026. O governador de São Paulo tem sinalizado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como nome do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda assim, analistas avaliam que o desempenho de Tarcísio reflete sua alta aprovação em São Paulo, além de uma imagem associada à gestão técnica e ao diálogo com o setor produtivo, especialmente o empresariado, fator que pode ampliar seu alcance eleitoral em um cenário nacional.

Lula mantém vantagem confortável contra outros nomes da oposição

Nos demais cenários simulados pela pesquisa Meio/Ideia, Lula aparece com vantagem mais ampla sobre outros adversários. O presidente oscila entre 45% e 46,5% das intenções de voto em disputas de segundo turno contra diferentes nomes da oposição.

Entre esses concorrentes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é quem apresenta o melhor desempenho, alcançando 39% das intenções de voto. Apesar disso, a distância em relação ao presidente permanece fora da margem de erro, indicando um cenário mais favorável a Lula.

O desempenho reforça a avaliação de que, até agora, apenas Tarcísio de Freitas consegue reduzir significativamente a diferença em relação ao atual presidente.

Outros governadores aparecem em segundo pelotão eleitoral

Além de Michelle Bolsonaro, a pesquisa Meio/Ideia testou nomes de governadores frequentemente citados como alternativas da direita e do centro-direita. Ratinho Junior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) aparecem com percentuais semelhantes, variando entre 36% e 37% das intenções de voto no segundo turno contra Lula.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível herdeiro político do bolsonarismo, também figura nesse grupo, com desempenho próximo ao dos governadores, mas ainda distante do patamar alcançado por Tarcísio.

Instituto avalia que eleição será decidida por margem estreita

Para Mauricio Moura, fundador do instituto Ideia, os números revelam um ambiente eleitoral altamente competitivo e com pouca margem para erros estratégicos. Segundo ele, a tendência é de uma disputa decidida por uma diferença mínima de votos.

“Acreditamos que essa eleição será decidida por 3 pontos percentuais do eleitorado”, afirmou Moura ao comentar os resultados da pesquisa.

A avaliação reforça a importância de alianças, definição clara de candidaturas e capacidade de mobilização regional para os próximos meses, especialmente diante de um cenário em que o eleitorado se mostra dividido e sensível a mudanças no quadro político.

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