Em uma reviravolta significativa no setor bancário da América Latina, o Nubank (ROXO34) ultrapassou o Itaú (ITUB4) e se tornou o banco mais valioso da região. As ações do Nubank fecharam em alta de 3,8% na terça-feira (28), elevando sua capitalização de mercado para US$ 58,2 bilhões. Este marco coloca o banco digital à frente do valor de mercado do Itaú, que fechou em cerca de US$ 56 bilhões.

Nubank ultrapassa Itaú em valor de mercado

O Nubank, uma fintech brasileira em rápida ascensão, viu suas ações dispararem e fecharam em alta de 3,8% no pregão de terça-feira (28). Esse aumento significativo elevou sua capitalização de mercado para impressionantes US$ 58,2 bilhões. Em contraste, o valor de mercado do Itaú, tradicionalmente um dos maiores bancos da América Latina, ficou em cerca de US$ 56 bilhões, conforme cálculos baseados nas ADRs, os papéis do banco negociados no exterior.

Essa mudança reflete não apenas o crescimento robusto do Nubank, mas também uma mudança na preferência dos investidores por modelos de negócios digitais e inovadores em relação às instituições bancárias tradicionais.

A última vez que os valores de mercado do Nubank e do Itaú se cruzaram foi no início de 2022, poucos dias após a abertura de capital do Nubank. Desde então, o Nubank tem demonstrado um desempenho notável, especialmente após os fortes resultados do primeiro trimestre deste ano. Com um ganho acumulado de 46% em 2024, a fintech recuperou e superou expectativas.

Esse crescimento é um testemunho da estratégia eficaz do Nubank em capitalizar a crescente demanda por serviços financeiros digitais, especialmente em mercados emergentes onde o acesso a serviços bancários tradicionais pode ser limitado.

Crescimento e expansão do Nubank

O sucesso do Nubank pode ser atribuído a sua abordagem inovadora e centrada no cliente. Inicialmente, a fintech atraiu usuários oferecendo cartões de crédito com limites baixos e aplicativos de celular fáceis de usar. Este modelo simples e acessível foi fundamental para atrair brasileiros de todas as classes sociais.

Com investidores de peso como a Berkshire Hathaway Inc., de Warren Buffett, e a Sequoia Capital, o Nubank expandiu suas operações além do Brasil, chegando ao México e à Colômbia. Ramiz Chelat, gestor da Vontobel Asset Management, destacou que o Nubank se tornou um “dos nomes mais atraentes nos mercados emergentes”. Ele comentou que a fintech inicialmente focou em aumentar sua base de clientes no Brasil e, em seguida, assumiu riscos calculados para se expandir em outros mercados, replicando seu sucesso.

Resultados recentes e impacto nos cofundadores

Os resultados financeiros do Nubank têm sido igualmente impressionantes. No último trimestre, a fintech adicionou 5,5 milhões de novos clientes, elevando sua base total para mais de 100 milhões de clientes em Brasil, México e Colômbia. A receita do trimestre foi de US$ 2,7 bilhões, solidificando ainda mais sua posição no mercado.

O aumento no valor das ações também beneficiou significativamente seus cofundadores. Em 28 de maio, o CEO David Velez viu seu patrimônio líquido alcançar US$ 11,9 bilhões. A participação de Cristina Junqueira, cofundadora, também aumentou, valendo agora mais de US$ 1,5 bilhão. Este crescimento não só destaca a eficácia da liderança do Nubank, mas também sua capacidade de criar valor significativo para seus acionistas.

Julia Peres

Redatora do Melhor Investimento.