No começo da semana, o dólar à vista registrou sua quinta queda consecutiva e fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde junho do ano passado. A baixa foi impulsionada não só pela tendência de enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional, mas também pela expectativa em torno do novo arcabouço fiscal.

A possibilidade de redução dos prêmios exigidos devido ao risco fiscal, combinada com um forte fluxo de recursos pela conta comercial e a perspectiva de manutenção de um diferencial de juros elevado entre o mercado interno e externo nos próximos meses, contribuíram para fortalecer o real.

Segundo informações obtidas pela agência Broadcast, o presidente Lula concordou com a inclusão de mecanismos para conter o aumento das despesas e garantir o cumprimento de metas. No entanto, a política de valorização do salário mínimo e o programa Bolsa Família ficariam de fora dessas restrições fiscais, conforme exigência do presidente.

Com uma mínima de R$ 4,8882 no final do pregão, o dólar à vista encerrou a segunda-feira (15) com queda de 0,71%, cotado a R$ 4,8882 – o menor valor de fechamento desde 7 de junho de 2022 (R$ 4,8742). Nas últimas cinco sessões, a moeda teve uma desvalorização de 2,46%. No acumulado do ano, o dólar agora apresenta uma queda de 7,42%.

Cotação do dólar hoje (19)

Nesta manhã de sexta-feira, o dólar registrou um aumento de 0,02% em relação ao fechamento anterior. Assim, a taxa de câmbio do dólar em relação ao real ficou em R$4,965 para compra e R$4,966 para venda. Isso significa que o dólar se manteve mais acessível para aqueles que desejam comprar a moeda, especialmente para fins de turismo.

Equipe MI

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